.
30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
Mostrando postagens com marcador capitalsimo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador capitalsimo. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Não se preocupe, África
O artista Italiano, Cani&Porci, numa contuntende ilustração. Nem é preciso dizer nada. Se tiver interesse, conheça o blog dele, Mal d’estro.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Tudo tem seu tempo (programado)
Segundo o Wikipédia, "Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido." Este documentário espanhol analisa esse fenômeno que, ainda segundo o Wikipédia, "Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos."
quarta-feira, 9 de março de 2011
Aviso aos incautos
Foi com surpresa e alguma alegria, confesso, que na última premiação do Oscar (a estatueta que acrescenta alguns zeros nas contas das mega-estrelas hollywoodianas), que vi o documentário “Trabalho Interno” (Inside Job) ser premiado.Surpresa, porque é sabido até no reino mineral, que Hollywood e Wall Street mantêm vínculos promíscuos. Alegria por saber que com o prêmio o documentário do diretor Charles Ferguson ganharia maior divulgação internacional.
Trata-se de um filme instigante, em alguns momentos a lembrar as grandes sacadas de Michael Moore, que já andou dando umas boas cacetadas na hipocrisia norte americana, sua cultura de berço.
Que a sociedade norte americana seja enganada por suas grandes corporações econômicas, sua mídia sensacionalista e sua fantasia democrática, isso é lá um problema dela. O duro é agüentar que toda aquela palhaçada seja sustentada por seus milhões de contribuintes e, mais do que isso, pelos bilhões de seres humanos ao redor do mundo que ainda vivem a fantasia do sonho americano.
Bandidos e marginais é o mínimo que se pode dizer daqueles que comandaram ou ajudaram a eclodir a crise econômica de 2008 e que ainda se viram premiados com fantásticos bônus financeiros por suas criminosas ações.
O documentário é serio e até árido em alguns momentos, pois o número de informações que passa ao espectador é de tal ordem que a impressão que se tem é que o Departamento de Estado norte americano mantém uma fábrica de dólares nos fundos da Casa Branca ou do Pentágono. O lobbie dos bancos é monumental e perverso. Há, pelo menos, seis lobistas nessa área para cada congressista norte americano, gerando corrupção e impunidade aos crimes financeiros. E a conivência é tanto de democratas quanto de republicanos.
Ao receber a estátua, ao lado da produtora do documentário, o realizador Ferguson declarou que após uma crise financeira causada por uma fraude criminosa, nenhum dos executivos envolvidos foi para a cadeia. Seu discurso foi curto e grosso: “O setor financeiro se tornou tão poderoso nos EUA, que inibe o funcionamento normal da Justiça e da Lei”. E arrematou: “Muitas das decisões foram tomadas também pelo presidente Obama e membros do alto escalão do governo. Muitos, aliás, não quiseram dar entrevistas para o filme”.
O episódio revela um pouco mais alguns aspectos dessa farsa contemporânea a que se dá o nome de democracia norte americana, essa mesma que querem mostrar ao mundo que funciona. Que o digam, aliás, os milhares de mortos no Afeganistão, no Iraque, no Haiti, em Honduras, para ficarmos em casos mais recentes.
O didatismo do documentário “Trabalho Interno”, feito por um cidadão norte americano é uma aula para aqueles que ainda têm ilusões com as vantagens da economia neoliberal e se deixam enganar pelas miragens de uma democracia mantida pela força das armas, negociada por lobbies criminosos e difundida por uma mídia inescrupulosa e igualmente criminosa ao redor do mundo, aqui no Brasil inclusive.No Facebook:Se você gostou do conteúdo do NR curta lá nossa página.
Está chegando aí o presidente Barack Obama e que vem, com toda certeza, vender gato por lebre. Olho no pré sal, minha gente, pois a coisa no Oriente Médio não anda nada boa para os gringos...
Izaías Almada é escritor e dramaturgo, colunista do NR do Escrevinhador
Assinar:
Postagens (Atom)