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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Índios na cidade

No último dia 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, a Comissão Pró-Índio de São Paulo lançou o vídeo “Índios na Cidade: desafios e conquistas”, em que índios das cidades de Manaus, Boa Vista, Campo Grande, São Paulo, Osasco, Curitiba e Porto Alegre dão seu depoimento sobre os desafios de viver no contexto urbano.

Segundo o Censo de 2010, 36% da população indígena no Brasil reside em centros urbanos. Saiba mais e veja o vídeo abaixo, muito importante. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O primeiro ataque às Torres Gêmeas

Tinha as Torres Gêmeas, em Nova Iorque, como alvo.

Atacá-las, colocá-las a seus pés, era um sonho que virou obsessão e que consumiu seis anos de sua vida.

Com a ajuda de alguns fanáticos que o ajudavam, Phillippe Petit alcançou seu objetivo no dia 7 de agosto de 1974. O equilibrista francês cruzou os 60 metros que separavam a Torre Norte da Torre Sul em um cabo de aço, a 450 metros do chão e sem qualquer equipamento de proteção.

Esteve 45 minutos suspenso no ar, desafiando a lógica, sorridente, bailando no topo do mundo.

Deitou-se no cabo, saudou o público (que da rua não via mais do que um ponto negro), fez pouco caso da polícia e por fim voltou a pisar terreno firme.

Seu ataque ao WTC não causou nenhum estrago, não feriu ninguém e deixou a todos boquiabertos.

Essa história está contada no documentário Man on Wire, de 2008, que relata de maneira magistral a façanha deste artista francês.

Décadas depois outros estrangeiros, também obcecados pelas gigantes torres, voltaram a atacá-las.

Dessa vez não houve poesia nem final feliz.



Ricardo Viel, jornalista, colunista do NR e do Purgatório. Escreve às segundas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Enquanto isso, na sala de justiça...

Diante de tamanha aula magna, pergunto a vocês, caros leitores, que conclusão podem tirar do vídeo a seguir?

domingo, 23 de outubro de 2011

Vídeo: Hillary está feliz com a morte de Gaddafi

Hillary Clinton está feliz.

Como citou meu amigo Renato Pompeu em seu blog, a rede de TV americana CBS mostra, em vídeo abaixo, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, rindo quando foi informada por um repórter de televisão de que Muammar Gaddafi havia morrido.

E tripudiou. "Viemos, vimos, ele morreu", lembrando o "Vim, vi, venci", do romano Júlio César.

Com a morte de Gaddafi, com a morte de Osama Bin Laden, muitos temas deixarão de ser esclarecidos.

Tempos atrás, o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Gene A. Cretz comentou:
"Sabemos que o petróleo é a joia da coroa dos recursos naturais líbios, mas mesmo no tempo de Gaddafi eles estavam começando de A a Z em termos de construir infraestruturas e outras coisas. Se conseguirmos trazer companhias americanas aqui numa escala razoavelmente grande, o que vamos tentar de fazer tudo para alcançar, então isso vai redundar em melhorar a situação nos Estados Unidos com respeito a nossos próprios empregos."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os algorítmos são os novos editores?

Para Eli Pariser (ex-programador de computadores e atual ativista e cientista político), nesta palestra durante o TED, "a internet nos mostra aquilo que ela pensa que queremos ver, mas não necessariamente o que precisamos ver".

Ele se refere aos algorítimos usados nos resultados de pesquisa do Google, Facebook e afins. Um mesmo tema, de acordo com a relevância, aparece de diferentes formas (personalizadas) para os usuários da rede.

Cita dois amigos que digitaram Egito no Google. Para um deles, nenhuma informação sobre as revoltas na praça Tahir e para o outro, várias informações.

Critica, nesse sentido, a "relevância" como principal mecanimos de captação de informações e pede que os fazedores de algorítimos levem em conta outros fatores que ampliem nossa visão de mundo.

Já que do jeito que está, temos uma internet "editada" de modo a não sermos expostos a ideias e opiniões diferentes das nossas.

A apresentação do TED diz o seguinte: "a medida em que empresas da Web se esforçam para fornecer serviços sob medida para nossos gostos pessoais (incluindo notícias e resultados de pesquisa), acontece uma perigosa e não intencional consequência: Caímos na cilada dos "filtros-bolha" e não somos expostos à informações que poderiam desafiar ou ampliar nossa visão de mundo. Eli Pariser argumenta vigorosamente que isto, definitivamente, mostrar-se-á ruim para nós e para a democracia."

Meio confuso? Veja o vídeo abaixo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O fiel "consumidor" da fé que "rouba" Deus

Quem lembra de Mara Maravilha? A cantora infantil que fez sucesso na década de 90 deu uma declaração, reproduzida no vídeo abaixo, que é totalmente sem sentido.

Ela simplesmente culpabiliza o fiel não contribuinte de um obrigação (o dízimo) presente nas religiões evangélicas que não tem sentido nenhum de existir, mas existe. Cada um faz o que bem entende com seu dinheiro. A questão não é essa.

"Quem não paga o dízimo, rouba Deus", disse a hoje cantora gospel e empresária. É o capitalismo da fé lucrando em cima de quem pode menos. Com isso, sinceramente, não dá pra concordar.

O que você acha?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

5 x Cultura Digital

Pessoal da Casa de Cultura Digital tem mais uma bom projeto a área. "Cultura livre, vídeo livre, imaginação livre: Cinco Vezes Cultura Digital reúne cinco ensaios audiovisuais produzidos a partir de uma provocação feita pela Casa da Cultura Digital a cinco coletivos de realizadores. Seu ponto de partida é a ideia de #culturadigitalbr. O resultado é a reunião de investigações sobre as transformações que estão em curso no nosso país e no mundo."


Remixofagia - Alegorias de uma revolução from FLi Multimídia on Vimeo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um vídeo-musical do ProPublica

A ProPublica, da qual já escrevi no NR, fez um “vídeo-musical” para apresentar ao leitor um tema de uma de suas reportagens investigativas que trata do problema de contaminação de aquíferos a partir da exploração petrolífera. A técnica é a do “texto em movimento” - 'kinetic typography'. O mais legal de usar a canção como uma forma divertida de apresentar a questão, é preparar o leitor para o contato (contextualiza-lo) com a matéria-prima do ProPublica, a reportagem em texto - o suprassumo do jornalismo, coisa em extinção. Abaixo o vídeo, em inglês. Quem se habilita a legendar?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Don Quixote de La Mancha é lido por milhares no youtube

Era uma vez um homem que, de tanto ler livros de cavalaria, perdeu o juízo e saiu, montado em um cavalo magro e acompanhando de um fiel escudeiro, a combater injustiças.
Escrita pelo espanhol Miguel de Cervantes em 1605, a fantástica história de Don Quixote de La Mancha chegou ao mundo virtual.
A Real Academia Espanhola e o You Tube desafiaram internautas de todo o mundo a participarem da primeira leitura global do mais importante livro escrito em espanhol e considerado a primeira novela moderna do mundo.
A obra foi dividida em 2.149 partes. Os usuários tinham que ler (ou interpretar) um trecho do livro e disponibilizar, no You Tube, o vídeo da leitura.
Seis meses depois, e com a participação de mais 4.300 pessoas, de 104 países, o projeto está finalmente pronto. São cerca de 70 horas do vídeo que traz leitores comuns como protagonistas. Pessoas de todas as idades, sotaques e vestimentas (há até os fantasiados de Sancho Panza e Don Quixote) nos lugares mais distintos (em bibliotecas, quartos, colégios ou com moinhos de vento ao fundo) abraçaram a ideia e criaram um lindo mosaico. O resultado final é saboroso.
Confira no http://www.youtube.com/elquijote

Louvável iniciativa que permite que o engenhoso cavaleiro Don Quixote utilize novas plataformas para continuar sua caminhada e seguir encantando seus leitores.
Que sirva de lição a nossa Academia Brasileira de Letras, que, pelo que consegui descobrir, ultimamente só tem feito reuniões para tomar chá e condecorar Ronaldinho Gaúcho por sua imensa contribuição para a literatura do país.

Ricardo Viel, jornalista

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Festival de Curitiba, "Pai"

Em tempos de Comissão da Verdade e de manifestações sombrias de pequenos bolsões militares ou saudosistas como Bolsonaro, o teatro, como sempre, pode ajudar a dramatizar a compreensão de nossa história passada. Minha peça PAI, sobre ossadas de presos políticos encontradas em Perus é uma modesta contribuição ao tema e uma homenagem aos que desapareceram. Saiba mais.
Izaías Almada
, dramaturgo e escritor, colunista do NR.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Tudo tem seu tempo (programado)

Segundo o Wikipédia, "Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido." Este documentário espanhol analisa esse fenômeno que, ainda segundo o Wikipédia, "Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos."

quarta-feira, 16 de março de 2011

Drummond, "O Fazendeiro do Ar"

Ao ler o texto do Henrique de Melo no espaço Cronetas me lembrei de um documentário sobre Carlos Drummond em que ele fala sobre o amor que sentia, desde muito pequeno, pela palavra. Fui atrás e achei o filme no Youtube: “O Fazendeiro do Ar”, de 1972. É curtinho – nove minutos – e vale a pena para ouvir o poeta falar do encanto que as letrinhas desenhadas no papel exerciam sobre Carlos criança. “Gostava muito das letras, mesmo sem saber ler. O aspecto visual das palavras, o papel com desenhos, riscos, letras, me causavam uma impressão muito forte”, conta.Em seguida, o poeta completa: “De modo que eu acho que tudo o que eu fiz em termos de literatura vem desse primeiro contato com a palavra impressa”. Drummond morreu faz quase 15 anos. Faz tempo e faz muita falta. Amava a palavra e sabia, como poucos, como trata-la. (Ricardo Viel é jornalista)

Monte Fuji em Vermelho

O realizador japonês Akira Kurosawa é, com certeza, um dos maiores cineastas da história do cinema. Seu trabalho é recheado de 'obras primas' como Os sete samurais, Homem Mau Dorme Bem, Trono Manchado de Sangue (adaptação do Macbeth shakespereano), RAN e muitos outros filmes que influenciaram toda uma geração de cinéfilos.
Em seu filme Sonhos (1990) conta - entre outras - uma história premonitória da atual tragédia japonesa em "Mount Fuji in Red", onde se assiste a explosão de usinas atômicas por trás do Monte Fuji, um dos cartões postais do Japão. Kurosawa morreu em setembro de 1998 não sem antes advertir o seu próprio povo para os perigos da energia nuclear, como se pode ver no vídeo abaixo. (Izaías Almada, escritor e dramaturgo)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Aviso aos incautos

Foi com surpresa e alguma alegria, confesso, que na última premiação do Oscar (a estatueta que acrescenta alguns zeros nas contas das mega-estrelas hollywoodianas), que vi o documentário “Trabalho Interno” (Inside Job) ser premiado.
Surpresa, porque é sabido até no reino mineral, que Hollywood e Wall Street mantêm vínculos promíscuos. Alegria por saber que com o prêmio o documentário do diretor Charles Ferguson ganharia maior divulgação internacional.
Trata-se de um filme instigante, em alguns momentos a lembrar as grandes sacadas de Michael Moore, que já andou dando umas boas cacetadas na hipocrisia norte americana, sua cultura de berço.
Que a sociedade norte americana seja enganada por suas grandes corporações econômicas, sua mídia sensacionalista e sua fantasia democrática, isso é lá um problema dela. O duro é agüentar que toda aquela palhaçada seja sustentada por seus milhões de contribuintes e, mais do que isso, pelos bilhões de seres humanos ao redor do mundo que ainda vivem a fantasia do sonho americano.
Bandidos e marginais é o mínimo que se pode dizer daqueles que comandaram ou ajudaram a eclodir a crise econômica de 2008 e que ainda se viram premiados com fantásticos bônus financeiros por suas criminosas ações.
O documentário é serio e até árido em alguns momentos, pois o número de informações que passa ao espectador é de tal ordem que a impressão que se tem é que o Departamento de Estado norte americano mantém uma fábrica de dólares nos fundos da Casa Branca ou do Pentágono. O lobbie dos bancos é monumental e perverso. Há, pelo menos, seis lobistas nessa área para cada congressista norte americano, gerando corrupção e impunidade aos crimes financeiros. E a conivência é tanto de democratas quanto de republicanos.
Ao receber a estátua, ao lado da produtora do documentário, o realizador Ferguson declarou que após uma crise financeira causada por uma fraude criminosa, nenhum dos executivos envolvidos foi para a cadeia. Seu discurso foi curto e grosso: “O setor financeiro se tornou tão poderoso nos EUA, que inibe o funcionamento normal da Justiça e da Lei”. E arrematou: “Muitas das decisões foram tomadas também pelo presidente Obama e membros do alto escalão do governo. Muitos, aliás, não quiseram dar entrevistas para o filme”.
O episódio revela um pouco mais alguns aspectos dessa farsa contemporânea a que se dá o nome de democracia norte americana, essa mesma que querem mostrar ao mundo que funciona. Que o digam, aliás, os milhares de mortos no Afeganistão, no Iraque, no Haiti, em Honduras, para ficarmos em casos mais recentes.
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 O didatismo do documentário “Trabalho Interno”, feito por um cidadão norte americano é uma aula para aqueles que ainda têm ilusões com as vantagens da economia neoliberal e se deixam enganar pelas miragens de uma democracia mantida pela força das armas, negociada por lobbies criminosos e difundida por uma mídia inescrupulosa e igualmente criminosa ao redor do mundo, aqui no Brasil inclusive.
Está chegando aí o presidente Barack Obama e que vem, com toda certeza, vender gato por lebre. Olho no pré sal, minha gente, pois a coisa no Oriente Médio não anda nada boa para os gringos...



Izaías Almada é escritor e dramaturgo, colunista do NR do Escrevinhador

quinta-feira, 3 de março de 2011

Simon´s Cat e as histórias de um gato bem animado

A histórinha é simples: Simon Tofield tem três gatos. E os bichanos - quem tem gato sabe - são incríveis. Baseado na rotina dos seus Hugh, Maisie e Jess, o inglês Simon começou a animar em flash. A coisa cresceu e virou a série “Simon´s Cat”, com site bacanão e produtos do personagem - incluindo um livro - para vender.
O criador faz os desenhos e até a voz do gato que, por sinal, é uma figura. Descobri hoje a existência do “Simon´s Cat” quando vi o último episódio 'Sticky Tape', abaixo, para você curtir. São rápidos os filmes: três minutos em média. Além disso, na sequência, vai a entrevista com o criador, em inglês. No site dele você pode ver as outras animações, muito legais. Fica a dica!



A entrevista que fala da ideia e como se faz para criar e montar os episódios.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Roller Derby envolve ginga, visual e habilidade sobre patins

o filme inspirado
no Roller Derby
Esporte interessantíssimo praticado pela colaboradora deste NR, a nossa Mãe em Surto, Andrea Dip, o Roller Derby foi tema de matéria do Catraca Livre, que explicou no vídeo da também colaboradora Natalia Mendes (com Clara Caldeira) como funciona a peleja sobre patins entre as moças. O Roller Derby já foi tema de filme, dirigido por Drew Barrymore, em 2009, Whip It (traduzido como Garota Fantástica por aqui), que tem no elenco a atriz do filme Juno, Ellen Page. Esporte ainda em formação no Brasil e pouco conhecido do grande público, as meninas da Ladies of Hell Town treinam no parque do Ibirapuera e estão em busca de patrocinadores. Ou melhor dizendo, colaboradores, já que não buscam necessariamente grana, mas um espaço fixo para treino - o parque é menos adequado ao treino - ou mesmo gente para a equipe médica, material esportivo etc. Segundo o site das moças o Brasil vai participar em 2011 da liga mundial do esporte, o Roller Derby Word Cup 2011, em Toronto, Canadá. "As três ligas brasileiras ativas estão trabalhando juntas pra montar a seleção, que já tem a equipe técnica definida." Estima-se que mais de 30 mil mulheres pratiquem o esporte em 16 países. Para saber mais assista ao vídeo abaixo que mostra como se joga o Roller Derby.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Em vídeo, Lula fala do Wikileaks e liberdade de expressão

"O rapaz foi preso e não estou vendo nenhum protesto contra a liberdade de expressão. É engraçado. Não tem nada contra a liberdade de expressão de um rapaz que estava colocando a nu de um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram. Eu não vejo meus embaixadores passarem esses telegramas." Fonte: Blog do Planalto

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

José Dirceu no Roda Viva

José Dirceu, do PT, hoje em sua direção nacional, volta ao cenário político em dois atos: primeiro, como homem forte atuando nos bastidores da campanha de Dilma, eleita, ao amarrar as alianças do PT com o PMDB em alguns Estados. Segundo, pois no ano que vem será julgado pelo Supremo Tribunal Federal, no que se convencionou chamar na imprensa de “mensalão”. Acusado de Chefe de Quadrilha, o ex-ministro da Casa Civil de Lula, quer queiram ou não os desgostosos, apareceu bem seguro nesta entrevista ao programa Roda Viva do começo de novembro. Os 4 blocos do programa estão aqui para quem tiver interesse em assistir e opinar.







sexta-feira, 8 de outubro de 2010

John Lennon, 70, e o Google

O poderoso Google sabe impactar. Nesta sexta-feira, 8, homenageou o ex-beatle John Lennon com um “logo animado” com a face ilustrada do cantor. Ela completaria 70 anos na noite deste sábado.
De história conhecida, foi assassinado em frente ao prédio onde morava em Nova York em 1980. Na vinheta de 32 segundos do Google, a famosa música Imagine. É a primeira vez que a empresa faz um logo em vídeo. Na onda do ídolo, estreia hoje nos cinemas dos EUA, "Nowhere Boy" (O Garoto de Liverpol), filme de Sam Taylor-Wood, uma abordagem que trata da problemática adolescência do ex-beatle. No Brasil, o filme tem previsão de estreia no dia 3 de dezembro. Abaixo, o trailer legendado.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nossa mídia é menos global

“A nossa mídia é menos global a cada dia”, dispara Ethan Zuckerman, blogueiro e tecnólogo norte-americano. Ela faz parte do grupo Global Voices, uma rede internacional de blogueiros que traduzem, reportam e defendem blogs e mídia cidadã de todo o mundo. Na palestra que deu ao TED (no vídeo de 19 minutos abaixo e com legendas em português) ela trata de questões importantes tais como o ativismo pelo Twitter, a visão distorcida que temos do mundo e a importância de reconectarmos os sistemas que temos a nossa disposição.
Na verdade, Zuckerman quer ajudar a compartilhar as histórias escondidas. Dar acesso às informações de lugares que não são parte da cobertura da mídia tradicional.
Para tanto, cita exemplos e estratégias inteligentes para ler notícias em línguas que você não conhece. Dá o exemplo Chinês do grupo Yeeyan, em que 150 mil voluntários traduzem diariamente mais de 100 artigos com conteúdo interessante do inglês para o chinês e disponibilizam tudo de graça.
Ethan pergunta. “Onde está o Yeeyan da língua inglesa?”. Eu pergunto. E o da portuguesa? Aliás, quando abre a sua palestra cita o exemplo do “Cala a boca Galvão” que ficou dias e dias, durante a última Copa do Mundo, no Trend Topics do Twitter (espécie de ranking dos assuntos mais falados no microblog). À época, o hashtag #calabocagalvão foi retuitado por milhares de pessoas fora do país. Surgiram inúmeras versões do fato. Foi notícia do El País espalhol. Um vídeo no Youtube, por exemplo, dizia que “Cala Boca Galvão” era uma campanha para salvar os pássaros “Galvão”. Outro dizia que o termo era o nome da nova música de trabalho da cantora Lady Gaga e um vídeoclipe com uma canção da americana foi postado no YouTube e teve 50 mil acessos em pouco tempo. Outro – com 200 mil acessos – afirmava que um suposto Instituto Galvão arrecadaria 0,10 centavos de real a cada tweet com a frase “Cala boca Galvão”. Isso tudo, explica ele, foi uma forma de ativismo que adquiriu proporções que, se utilizadas para outros fins, pode ajudar de maneira mais objetiva a jogar luz sobre fatos, pessoas e informações de interesse global. Para finalizar, já que o importante aqui é a dica da palestra, vale agradecer o tradutor dela, o brasileiro Rafael Tourinho Raymundo. Não fosse ele, pessoas como eu, que não consegue acompanhar um papo em inglês de forma decente, não teria visto o vídeo e escrito sobre ele neste blogue. (Thiago Domenici)

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