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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

109 anos de Drummond

“São mitos do calendário tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer toda a hora…”.

Hoje se comemora os 109 anos do nascimento do poeta de Itabira. O Instituto Moreira Salles criou o Dia D:


"Espalhe-se a ideia, tão simples quanto ambiciosa: transformar o dia 31 de outubro, data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, num dia de grande comemoração (...)"

No vídeo abaixo, produzido pelo IMS, Dráuzio Varella, Laerte, Chico Buarque, Caetano Veloso e muitos outros declamam Drummond. Bem bacana.




E você leitor, qual o seu verso favorito?

domingo, 3 de julho de 2011

A virada

Tomarei a última garrafa de whisky às cinco em ponto.

Seis horas depois estarei na contramão da rodovia norte-sul.

Lá alcançarei a máxima velocidade possível do porsche roubado uma hora antes.

Rodarei com uma dose cavalar de adrenalina por 5 km na faixa exclusiva dos caminhões.

Você pode imaginar a sensação da adrenalina misturada ao álcool? e a velocidade?

O vento entrará pela janela e seu barulho me libertará. Falta pouco.

As luzes crescem e com elas as buzinas e freios fazem coro a minha orquestra particular.

A 150 metros do fim o coração se iguala ao velocímetro.

Marca 200. E bate.

Assim, sem adjetivos e explicações formais, morrerei a meia noite do dia 31 de dezembro de 2018.

Será o dia da virada.

Fredo Sidarta, poeta, para a seção Cronetas do NR.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Drummond, "O Fazendeiro do Ar"

Ao ler o texto do Henrique de Melo no espaço Cronetas me lembrei de um documentário sobre Carlos Drummond em que ele fala sobre o amor que sentia, desde muito pequeno, pela palavra. Fui atrás e achei o filme no Youtube: “O Fazendeiro do Ar”, de 1972. É curtinho – nove minutos – e vale a pena para ouvir o poeta falar do encanto que as letrinhas desenhadas no papel exerciam sobre Carlos criança. “Gostava muito das letras, mesmo sem saber ler. O aspecto visual das palavras, o papel com desenhos, riscos, letras, me causavam uma impressão muito forte”, conta.Em seguida, o poeta completa: “De modo que eu acho que tudo o que eu fiz em termos de literatura vem desse primeiro contato com a palavra impressa”. Drummond morreu faz quase 15 anos. Faz tempo e faz muita falta. Amava a palavra e sabia, como poucos, como trata-la. (Ricardo Viel é jornalista)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Paulo Leminski: "Pra que por quê?"

Paulo Leminski, poeta curitibano, falecido em 1989, autor do romance Catatau, escreveu contos e crônicas, mas sua obra é mais conhecida pelos poemas. Foi professor, lutador de judô, tradutor, trabalhou com publicidade e era um estudioso da cultura japonesa, entre muitas outras coisas. Neste vídeo, reflete sobre a poesia como inutensílio.

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