.

.
30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

domingo, 11 de janeiro de 2009

A Batalha do Chile


Um dia aluguei a Batalha do Chile por indicação de um amigo cinéfilo. Desanimei quando ele disse que o documentário duraria o dia todo (são 272 minutos). Isso faz uns cinco anos, sempre lembro de postar aqui a indicação, mas esqueço em seguida. Bem, agora fica a dica de um dos mais completos documentários latino-americanos, do cineasta Patrício Guzmán. Ele me deu a noção clara, objetiva de como atua a direita no golpe no Chile de Salvador Allende. Dividido em três partes, A insurreição da burguesia, O golpe militar e O poder popular), o filme é essencial, imprescindível para quem gosta de história latino-americana. Um filme sincero, sem dúvida.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Notícia em estado bruto

No Comment TV é um serviço do canal de notícias Euronews que disponibiliza online pequenos vídeos jornalísticos sem narração ou qualquer tipo de comentários. São imagens do mundo inteiro que falam por si, o que evita a editorialização do conteúdo e, claro, a manipulação. O site www.nocommenttv.com usa a plataforma do You Tube e é telejornalismo em estado bruto, sem edição de conteúdo e sem a interferência de qualquer narração. Dispensa o jornalista narrador, o texto, ficando para o espectador a tarefa de compreender o significado das imagens e fazer o quebra cabeça da informação. Passarei a postar esses vídeos no blog com mais frequência, o primeiro, imagens da Faixa de Gaza do dia 27 de dezembro, primeiro dia de ataques de Israel. Quantas pessoas que aparecem feridas nessas imagens são do Hamas? E a criança largada na maca no final do vídeo, é uma "terrorista" do Hamas? Dados atualizados da barbárie: 780 palestinos mortos, sendo 257 crianças.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Matam até a ajuda humanitária

O Exército de Israel atacou o comboio de ajuda humanitária da ONU durante as três horas de cessar-fogo humanitário (o que pelas estatísticas, como publiquei no post anterior, pouparia 7,2 vidas). Os caminhões das Nações Unidas viajavam para buscar suprimentos quando foram atingidos por morteiros. Mais gente morreu, incluindo os motoristas do comboio. As operações foram interrompidas até que se tenha segurança. Eles matam até a ajuda humanitária. O que são? Quem são?
Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que Israel não está cumprindo sua obrigação de ajudar civis feridos pelos ataques. Uma equipe médica disse ter encontrado pelo menos 12 corpos em uma casa destruída por bombardeios em Zeitun, ao sul da Cidade de Gaza. Junto aos cadáveres, de acordo com a Cruz Vermelha, estavam quatro crianças apavoradas, muito fracas para conseguir levantar, sentadas ao lado dos corpo de suas mães. "O Exército de Israel deve ter tomado conhecimento da situação, mas não prestou assitência aos feridos", disse o chefe de operãções da Cruz Vermelha para Israel e territórios palestinos, Pierre Wettach. "E também não permitiu que nós e as equipes do Crescente Vermelho levassemos auxílio aos feridos", acrescentou.
Além de assassinar civis o governo de Israel impede a ajuda aos feridos e a cobertura da imprensa. Quantos crimes internacionais Israel comete por dia? De assassinatos e omissão de socorro a censura da liberdade de informação. Quantos crimes ainda serão cometidos antes que isso pare? Como afirmou o companheiro Guilherme Scalzilli em seu blog, "Todos sabem como resolver os conflitos territoriais palestinos; há dezenas de propostas, capazes de apaziguar todos os ânimos. Mas ninguém quer a paz. Absolutamente ninguém." Os interesses políticos, econômicos, religiosos e um monte de merdas vem na frente do direito a vida. A Declaração Universal dos Direitos Humanos mal completou 60 anos e já tomou um murro na cara. A sangria continua e a imprensão que tenho é que ninguém tem o poder - a não ser os próprios imbecis que planejaram isso tudo - de fazer parar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Em três horas, 7 vidas poupadas

Israel faz ataques a Gaza desde 27 de dezembro de 2008 – primeiro com ataques aéreos – e agora por terra. O gabinete de segurança do governo Israelense alega estupidamente que tenta, com isso, interromper os “os ataques terroristas” do Hamas. Mesmo com a notícia de hoje do presidente da França, Nicolas Sarkozy, de que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram a proposta de cessar-fogo franco-egípcia na região, os confrontos já causaram 640 mortos e 2.900 feridos em 12 dias. Essas mortes têm sentido? São mesmo necessárias? Claro que não. É mais um capítulo de estupidez.
Entre 9h e 12h (horário de Brasília), 13h e 16h na área dos conflitos, o Exército de Israel fez uma interrupção dos ataques para permitir a entrada de ajuda humanitária. Fazendo um cálculo simples, em 11 dias de conflitos, excluindo hoje, são 2,42 mortes por hora, aproximadamente 30 por dia. Nas três horas de paralisação foram poupadas 7,2 vidas – repito, 7,2 vidas. Que bom seria se ninguém tivesse morrido. Mas a realidade não é essa. Uma pena. A tragédia continua.
“Moradores de Gaza aproveitaram a trégua de três horas para sair às ruas, fazer compras e visitar parentes”, afirma notícia do site Globo.com.
O que Israel alega ser uma resposta aos ataques do Hamas, traduzo como assassinato deliberado com apoio estadunidense. Quem é mais terrorista nessa história? Crianças e pessoas idosas estão morrendo, gente que não tem responsabilidade com essa merda histórica sem solução.
Em documento organizado por intelectuais e professores universitários de vários países, o repúdio ao massacre da população na Faixa de Gaza e ao ataque desferido pelo exército de Israel contra a Universidade Islâmica de Gaza. "Usa-se o mesmo sofisma com o qual se ataca o povo de Gaza: os estudantes e os professores da Universidade seriam do Hamas, o mesmo pretexto dos regimes fascistas para decretar a morte da cultura", afirma um trecho da carta.

A posição brasileira
Em conversa telefônica ontem com a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, em tom mais moderado, criticou a perda de vidas humanas e o uso "desproporcional" de força na ofensiva israelense contra os palestinos, invocou a necessidade de um cessar-fogo imediato e sugeriu um "possível" envio de uma missão observadora internacional. O Brasil não tomou lado, mas nas entrelinhas está claro o desgosto com o conflito do forte contra o fraco. Já o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, foi menos diplomático ao dizer "Quando há um atentado contra Israel, é um ato terrorista; quando uma ação do Exército israelense provoca morte de civis palestinos é uma reação de defesa? Isso é terrorismo de Estado, me desculpe."
Outros blogs estão de olho e comentando os episódios lastimáveis, o blog do Bourdoukan, por exemplo ou o blog do Ferréz que traz um texto muito importante. A Carta Maior é outra boa fonte. Fora o que tem saído nas agências internacionais e na imprensa, o que não é muito confiável, fica difícil tecer mais comentários a respeito. Lamentar e repudiar, acreditar que os assassinos serão investigados pelas cortes internacionais é o que dá. Um desejo meio utópico, eu sei, é tal a justiça. Que seja, acho que todos que respeitam a vida acham o mesmo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Chega mais 2009

Ilhabela, litoral norte de São Paulo. 25 de dezembro de 2008. Na estrada da Cocaia a turma chega, recepcionados pela chuva. Serão 10 dias de férias. Oito pessoas e milhares de borrachudos vorazes e sedentos. Sem problemas, a turma estava munida de bom humor, repelentes, garrafas de vinho, tequila, cerveja e alguns ótimos preparadores de rango.
Cada dia uma experiência gastronômica diferente. Chefs Menitôlá e Mendinho se encarregaram da nossa boa alimentação. Filé de peixe com molho de maracujá, camarão na moranga e rondeli são exemplos da beleza que foi comer. Para os dias do saco cheio, churrasco e pizza, muita pizza. Omelete e tostex de tudo era a pedida dos dias sem almoço.
Teve festa do 30 pro 31, com bexiga, brigadeiro e torta de morango. Foi aniversário da Vacy. A torta ninguém comeu no dia, nem o brigadeiro. A rede estava lá, como sempre, e foi muito requisitada pelo chef Menitôlá.
Entre uma latinha e outra, muitos exercícios no Nintendo Wii e no Wii Fit, a revolução do videogame. De tênis a boliche. De Mario Kart a Ski Jump. Fiquei viciado, confesso. Televisão só pra assistir o seriado House. Como é bão. E como assistimos. Horas e horas.
A viagem com direito a recorde de fila na balsa na volta (incríveis 5 km de carros) terminou bem. O meu obrigado pelos momentos tão bons. Estava precisando.
Nê, a culpa você sabe de quem é, né?
Vacy, a gente deixa você fumar um cigarro antes!
Edsan, tênis vermelho e risadas impagáveis.
Artur, o thuginho que virou trugos.
Menitôlá, ninguém viu o que aconteceu na última noite com você, relaxa.
Zi, a Mamusca. Acho que a palavra é russa. É assim que escreve?
Mendão, a rapaz que arrebatou o coração da moça da padaria entre outras coisas...
Thiago, falar de mim não dá, mas eu tenho o recorde do Ski Jump. Rá. Corre atrás.
Ilhabela, litoral norte de São Paulo. 06 de janeiro de 2009.
Web Analytics