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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Direito ao esquecimento

por Thiago Domenici*

A revista Retrato do Brasil publicou em agosto matéria de minha autoria "Esquecer ou não, eis a questão" sobre um tema dos mais espinhosos: o chamado “direito ao esquecimento” na internet. A Justiça da União Europeia decidiu que usuários têm esse direito nos buscadores de internet como, por exemplo, o Google, Yahoo e Bing!.

Na matéria explico que também fora da rede o tema gera grande debate ao envolver questões como liberdade de expressão e de imprensa. O que motivou a decisão judicial na Europa foi um ação do espanhol Mario Costeja González. Em 1998, o diário espanhol La Vanguardia publicou, em sua versão impressa, anúncio relativo a um leilão de um imóvel de 90 metros quadrados localizado na cidade de Barcelona. O texto detalhava uma dívida dos donos do imóvel – no caso, Mario e sua ex-mulher – com a seguridade social. A divida acabou quitada antes da realização do leilão, mas a informação que revelava o nome dos ex-devedores, tornou-se um problema quando o mesmo jornal disponibilizou seu acervo digital na internet. Desde então, quem pesquisasse o nome deles no Google, por exemplo, seria remetido ao link da página do periódico com a informação desabonadora.

Com a decisão favorável ao espanhol validada em maio desse ano, válida, vale esclarecer, somente para os mecanismo de buscas, o Google criou um formulário on-line para esses pedidos. Segundo matéria mais recente do El País já foram mais de 90 mil “solicitações de esquecimento.” Na matéria que fechei em meados de julho, eram 70 mil pedidos. A seguir nessa toada, o Google vai se afogar em pedidos de esquecimento. Mas tem um grande problema nessa decisão: a sentença obriga o Google a fazer julgamentos difíceis sobre o direito do indivíduo a ser esquecido e o direito público à informação. Tanto é que o buscador já removeu links e depois teve que voltar atrás na decisão.

Além disso, o assunto esquentou no Brasil como mostra uma matéria do site Consultor Jurídico. Nela, detalha-se uma decisão judicial que negou pedido similar num processo movido por um juiz do Espírito Santo, que exige a remoção de uma matéria envolvendo seu nome das buscas do Google. Para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a versão brasileira do Google não é obrigada a excluir links em resultados de pesquisa a pedido de um usuário. Como se percebe, um entendimento contrário ao do Tribunal de Justiça da União Européia.

Confesso a vocês que formar um entendimento a respeito desse assunto é coisa complexa. Daí que vou sugerir a reflexão de todos que chegaram até aqui a partir de um texto da Eliane Brum. Lá pelas tantas, ela diz: “Há várias implicações nessa decisão do tribunal europeu. Sem contar o debate complexo que tem oposto os direitos à informação e à liberdade de expressão ao direito à privacidade. Mas há uma, subjacente, que me interessa mais: a construção da memória depois da internet. Ou, sendo mais específica, não apenas se é possível ser esquecido, mas um pouco mais: é possível morrer?”

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Thiago Domenici, jornalista, editor e coordenador do NR.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Sabichões

por Fernanda Pompeu*

Na casa da internet circulam São Google, Mister Yahoo, Wikipédias ao lado de aplicativos que brotam como capins eletrônicos. Sem esquecer as redes sociais que congregam amigos, conhecidos, amigos de amigos, conhecidos de conhecidos. Todos tendo como matéria-prima informações e contrainformações, veiculadas por palavras e imagens.

Hoje, a gente não fala mais em mundo real e mundo digital. Eles se fundiram, configurando o nosso mundo. Da revolução internet, surgiram estonteantes novidades. Dentre elas, a profusão de especialistas e comentaristas. Todos têm, ao menos, uma opinião. Não importa o tema. Como um São Jorge de lança em punho atacamos o dragão dissonante, dissidente.

Ou, ao contrário, como Pietàs emocionadas acolhemos nossa turma, nossos pares, os que pensam parecido com o que pensamos. Sempre foi assim, não é? Por isso, no passado, inventamos partidos, sindicatos, associações. Para defender interesses de uma categoria, de uma classe, de um conjunto. E também para atacar quem atrapalha, trabalha contra, aqueles a quem chamamos eles.

Mas se a essência se mantém, o resto todo muda. Somos seres mais sabidos e capazes de fuçar dados, argumentos, gostos, avaliações em mínimos cliques. Antes era bem mais fácil para governos, empresas, políticos mentirem. Apenas uma pequeníssima parcela tinha acesso a informações e poder para se contrapor. Eram os chamados subversivos da ordem, do estado das coisas.

A nova pergunta é: o que faremos com tanta sapiência? Está certo, para chegar numa minúscula rua no extenso bairro de Parelheiros, extremo sul de Sampa, basta usar um aplicativo no celular. Para descobrir o caminho que me levará para o outro lado do rio, entre as árvores, só preciso de inteligência para cruzar informações ao usar um buscador. Ficou simples e imediato sair do ponto A para o B. Do C até o Z!

O que eu ainda não consigo encontrar na internet são elementos que me ajudem a mudar a rota da minha vida. Nenhum aplicativo me explica como aplacar a tremenda saudade que sinto do meu pai. Jogo algum me habilita a derrotar os inimigos que ardem no meu peito. Não acho nenhum sistema que minimize minha crise.

Talvez no futuro. Chegará uma época em que um programa secará lágrimas? Tempo em que um verbete da wikipédia ensinará a viver a vida? Não consigo dizer que sim nem que não. Sei que um pedaço da resposta que procuro pode estar no poema escrito por uma doceira, ou até na fala espontânea de uma menina de sete anos de idade.

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fernanda pompeu, webcronista do Yahoo e do Nota de Rodapé. *Texto publicado originalmente no Mente Aberta - Yahoo. Imagem: Régine Ferrandis a partir da obra de Nam-June Paik.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um giro pela história de Cali

O Reportagem 360º tem nova edição no ar. Desta vez, um giro pela história de Cali, Colômbia. Como sempre, o design e informação de um modo muito bem arranjado. Há meses fizemos uma entrevista aqui no NR sobre o projeto. Relembre AQUI. E abaixo, um vídeo com edição interessante do Google que trata de uma retrospectiva 2010 com os assuntos que eles julgaram mais importantes. O vídeo tem pouco mais de dois minutos e seu título é Zeitgeist 2010: Year in Review.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Google: 3 milhões de livros de graça

Site do Google Books permite baixar aproximadamente 3 milhões de livros. De clássicos a títulos de jardinagem, matemática e afins. É possível baixar no seu computador (e em dispositivos móveis tipo Ipad e afins) ou ler no próprio sistema google, como num “pdf” mais ágil. Além do grátis, a intenção do Google é concorrer com a Amazon, por isso, verderá livros online também. As vendas, por hora, só para os EUA. O link para acesso AQUI.
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