A Revista do Brasil, publicação mensal da editora Atitude, na qual trabalhei durante um ano como repórter, o que muito me orgulha, com a ótima condução do editor e amigo Paulo Donizetti de Souza, está passando por maus bocados, infelizmente.
A capa da última edição, número 52, está censurada. Isso mesmo, censurada! A RB sofreu uma investida do PSDB. Na madrugada da segunda-feira, 18, o ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu a suspensão de circulação da edição que leva Dilma na capa.
A ação da coligação "O Brasil pode mais", encabeçada pelos tucanos de José Serra, foi atendida apenas em parte. Agora, entre aspas, a informação completa de Paulo Salvador, que explica o ocorrido.
"Além da Revista do Brasil, suspende a circulação do Jornal da CUT, ano 3, nº 28. Mas três itens cruciais foram negados pelo ministro Dias. A demanda dos advogados tucanos queria silenciar o Blog do Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e pedia a busca e apreensão do material mencionado.
O terceiro item negado é emblemático: o PSDB queria que a questão tramitasse em segredo de Justiça. Nenhuma informação sobre o processo poderia ser divulgada, caso o pedido fosse atendido. Isso denota intenções claras do tucanato de ocultar da opinião pública a própria tentativa de restringir, ou censurar, a circulação de informações e opiniões.
A divulgação foi feita pelo site do TSE e repercutiu em sites noticiosos ao longo do dia. A Editora Gráfica Atitude, responsável pela Revista do Brasil, só poderá se pronunciar quando for comunicada oficialmente pelo órgão sobre a decisão do juiz e seus eventuais desdobramentos.
Leia mais:
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Publicidade só para os outros? (Paulo Donizetti de Souza)
Publicidade na Revista do Brasil, resposta a Folha (Petrobras, Fatos e Dados)
Suspensa distribuição de impresso feito pela CUT em favor de Dilma (TSE)
Os trabalhadores e o direito a informação (dos Diretores da Revista do Brasil)
De antemão, agradece as centenas de mensagens de apoio e de solidariedade recebidas ao longo do dia, fruto da mobilização da blogosfera. Qualquer ato dessa natureza – indispor o Judiciário contra às liberdades de imprensa e de expressão – merece no mínimo a condenação de todos os cidadãos que prezam pela democracia e pelo direito à informação.
Diferentemente de panfletos apócrifos destinados a difundir terrorismo, desinformação e baixarias das mais diversas – sejam eles de papel, eletrônicos, digitais ou virtuais –, a Revista do Brasil tem endereço, CNPJ, núcleo editorial e profissionais responsáveis. A transparência do veículo, ao expor sua opinião de forma tão clara quanto rara na imprensa brasileira, e o jornalismo independente e plural que pratica – patrimônio dos trabalhadores aos quais se destina – não merecem ser alvo de qualquer forma de cerceamento.
Quatro anos depois
A edição 52 da Revista do Brasil trazia, à capa, uma foto da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), com a chamada "A vez de Dilma: O país está bem perto de seguir mudando para melhor". A publicação explicita em seu editorial a posição favorável à candidatura Dilma, e traz também reportagem analisando circunstâncias da disputa do segundo turno.
O pedido de restrição de circulação de seu conteúdo assemelha-se a uma investida datada de junho de 2006. À época, o mesmo PSDB encampou pedido de suspensão de distribuição da edição número 1 da revista. Havia ainda a demanda de que a edição deixasse de ser divulgada no site da CUT e do Sindicato dos Químicos.
Repetida a investida, fica latente o lado em que estão as forças aliadas a José Serra. O lado de quem quer liberdade apenas para o tipo de imprensa e de expressão que lhes convém."
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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Em eleições nas redes sociais é preciso mostrar a cara
Já era esperado que nessas eleições as redes sociais tivessem um papel importante, muito embora quem faça parte de alguma comunidade virtual já percebeu que o marketing dos partidos aqui no Brasil não funcionou como nos EUA, com Obama. O pessoal já sabe também que perfil falso não funciona. Não importa se você é popular ou não, o melhor é ser você mesmo e interagir com pessoas que te conhecem a ter um monte de “amigos” e virar mais um spam na multidão.
Não tem jeito, quem tem acesso à internet nessas eleições precisa saber o que fazer com seu voto. Mesmo sem ler sites e sem participar de comunidades virtuais, com certeza todos que tem conta de e-mail já devem ter recebido mensagens relacionadas aos dois grandes personagens dessas eleições, a “bruxa” e o “vampiro”. A grande novidade, no entanto, é o que essas mensagens são capazes de despertar nas pessoas.
Kombi virtual
Na minha Kombi virtual, tem gente que reage de todo jeito. Aqueles que não dão bola para o inimigo e os que postam baixarias e piadas de mau gosto para denegrir determinado candidato. Tem gente que fica em cima do muro junto com Marina Silva (PV), ou é Plínio e diz que vai anular o voto. Tem gente que se revolta com a sacanagem e grita em caixa alta. Tem gente que tem medo de sair do armário e perder o emprego (como aconteceu com a psicanalista). E, finalmente, tem os que fazem o tipo blasé que ameaçam: “a partir de hoje vou dar um hide em quem postar comentários dessas eleições, quero ficar longe, parece que estamos na idade média!”.
Estamos na idade média? Jura? E o que esperar de uma sociedade que queima índio e espanca trabalhadora doméstica por achar que é prostituta? O que esperar de gente que se reúne em frente a um Fórum para linchar em praça pública um casal acusado de assassinato? E o quase estupro coletivo dentro de uma faculdade por causa de uma minissaia? Já vi posts na minha rede onde o elemento bípede diz que não paga 10% aos garçons que votam na adversária. Olhem bem como somos evoluídos! Nossos valores ainda são os mesmos daquela época e se omitir nessa hora significa concordar com toda essa modernidade. Queremos a pena de morte, queremos a justiça com as próprias mãos. Queremos matar o vizinho de infância por não ter a mesma opinião que a nossa.
O mais interessante é que nós, jovens internautas brasileiros, de repente, ficamos politizados. Nós, que nem sabemos direito o que o governo anterior fez ou deixou de fazer, agora enviamos mensagens do tipo “diga não à corrupção” com a foto da “bruxa”. Mas o lado bom de participar de uma eleição com internet é que agora podemos pesquisar rapidamente, coisa que antes tínhamos que estar com a lição de casa em dia ou nos restava acreditar na conversa da padaria que parecia ser verdade. Agora podemos colocar em xeque a credibilidade da imprensa, podemos compartilhar centenas de vídeos, matérias, posts de famosos e de anônimos, formadores de opinião, e ainda podemos trocar nossas mensagens. Depois de “assistir” alguns debates virtuais nas páginas de meus amigos, indignada e pressionada (por compartilhar do voto da minoria na minha Kombi de São Paulo), acabei me sentindo provocada e na obrigação de tomar uma atitude, e como era de se esperar, fui convocada ao debate político em meu perfil.
Sair da toca
Pouco a pouco, como eu, outros amigos começam a sair da toca, e vem mais gente por aí. Em dois dias, celebridades como Oscar Niemeyer, Gilberto Gil, Marilena Chauí e Hélio Bicudo se declararam em vídeos. E cresce o número de posts dos blogs, mais vídeos e mensagens disso e daquilo. A informação antes oprimida pela falta de recursos, agora ganha um belo espaço que é de direito, tudo funcionando perfeitamente e compartilhado a cada segundo no Twitter, Facebook, YouTube, Orkut etc.
Enfim, o Brasil se divide e na internet o jogo é rápido, há quem tente, mas é impossível ficar de fora. Para os meus amigos blasés vai um recado: prefiro mil vezes aguentar as bobagens do exército azul de José Serra do que gente como vocês que não mostram a cara! Queridos, não dá para só dizer que eles roubam, que política é uma merda mesmo, que simplesmente não gostam de um ou da outra, que o povo é burro, que o SWU foi legal e desorganizado, ou que não brinca mais! Afinal, o que vocês estão fazendo aqui mesmo?
Ligia Morresi é designer e vota em Dilma, especial para o NR
Não tem jeito, quem tem acesso à internet nessas eleições precisa saber o que fazer com seu voto. Mesmo sem ler sites e sem participar de comunidades virtuais, com certeza todos que tem conta de e-mail já devem ter recebido mensagens relacionadas aos dois grandes personagens dessas eleições, a “bruxa” e o “vampiro”. A grande novidade, no entanto, é o que essas mensagens são capazes de despertar nas pessoas.
Kombi virtual
Na minha Kombi virtual, tem gente que reage de todo jeito. Aqueles que não dão bola para o inimigo e os que postam baixarias e piadas de mau gosto para denegrir determinado candidato. Tem gente que fica em cima do muro junto com Marina Silva (PV), ou é Plínio e diz que vai anular o voto. Tem gente que se revolta com a sacanagem e grita em caixa alta. Tem gente que tem medo de sair do armário e perder o emprego (como aconteceu com a psicanalista). E, finalmente, tem os que fazem o tipo blasé que ameaçam: “a partir de hoje vou dar um hide em quem postar comentários dessas eleições, quero ficar longe, parece que estamos na idade média!”.
Estamos na idade média? Jura? E o que esperar de uma sociedade que queima índio e espanca trabalhadora doméstica por achar que é prostituta? O que esperar de gente que se reúne em frente a um Fórum para linchar em praça pública um casal acusado de assassinato? E o quase estupro coletivo dentro de uma faculdade por causa de uma minissaia? Já vi posts na minha rede onde o elemento bípede diz que não paga 10% aos garçons que votam na adversária. Olhem bem como somos evoluídos! Nossos valores ainda são os mesmos daquela época e se omitir nessa hora significa concordar com toda essa modernidade. Queremos a pena de morte, queremos a justiça com as próprias mãos. Queremos matar o vizinho de infância por não ter a mesma opinião que a nossa.
O mais interessante é que nós, jovens internautas brasileiros, de repente, ficamos politizados. Nós, que nem sabemos direito o que o governo anterior fez ou deixou de fazer, agora enviamos mensagens do tipo “diga não à corrupção” com a foto da “bruxa”. Mas o lado bom de participar de uma eleição com internet é que agora podemos pesquisar rapidamente, coisa que antes tínhamos que estar com a lição de casa em dia ou nos restava acreditar na conversa da padaria que parecia ser verdade. Agora podemos colocar em xeque a credibilidade da imprensa, podemos compartilhar centenas de vídeos, matérias, posts de famosos e de anônimos, formadores de opinião, e ainda podemos trocar nossas mensagens. Depois de “assistir” alguns debates virtuais nas páginas de meus amigos, indignada e pressionada (por compartilhar do voto da minoria na minha Kombi de São Paulo), acabei me sentindo provocada e na obrigação de tomar uma atitude, e como era de se esperar, fui convocada ao debate político em meu perfil.
Sair da toca
Pouco a pouco, como eu, outros amigos começam a sair da toca, e vem mais gente por aí. Em dois dias, celebridades como Oscar Niemeyer, Gilberto Gil, Marilena Chauí e Hélio Bicudo se declararam em vídeos. E cresce o número de posts dos blogs, mais vídeos e mensagens disso e daquilo. A informação antes oprimida pela falta de recursos, agora ganha um belo espaço que é de direito, tudo funcionando perfeitamente e compartilhado a cada segundo no Twitter, Facebook, YouTube, Orkut etc.
Enfim, o Brasil se divide e na internet o jogo é rápido, há quem tente, mas é impossível ficar de fora. Para os meus amigos blasés vai um recado: prefiro mil vezes aguentar as bobagens do exército azul de José Serra do que gente como vocês que não mostram a cara! Queridos, não dá para só dizer que eles roubam, que política é uma merda mesmo, que simplesmente não gostam de um ou da outra, que o povo é burro, que o SWU foi legal e desorganizado, ou que não brinca mais! Afinal, o que vocês estão fazendo aqui mesmo?
Ligia Morresi é designer e vota em Dilma, especial para o NR
Marinanomuro
Carvall, Ilustrador e caricaturista, colaborador do NR, também habita na ONG PI. Mais uma garatuja das eleições. O Marinômetro pifou.
Liquidificador: ET de varginha era um morador que foi confundido

Imagine a turbulência mental ao ler detalhadamente todas as notícias mais “importantes” do dia veiculadas no jornal do dia seguinte. S.A.T.U.R.A.Ç.Ã.O é o que penso sempre que pego o jornal, qualquer deles. “Não quero saber, mas preciso”. Liquidificador da informação é um apanhado. Nada mais. Aqui, somente, apenas, a informação menor. O que batemos o olho. De ontem, não te importa hoje. Respire e vá de um fôlego.
Dia 18 de outubro. Ontem o debate Folha de S.Paulo e RedeTV com Dilma e Serra estava tão chato que ver o Dr. Hollywood na sequencia seria mais interessante. Nem um piu sobre religião. Marina Silva (PV): nem ela, nem ele, do verde ao amarelo, ela vai ficar em cima do muro. “PT e PSDB são hoje fiadores desse conservadorismo renitente que colozina a política”, disse. O PV optou pela “independência”, no entanto, Gabeira vai de Serra e Zequinha Sarney, de Dilma. Aliás, a PF apreendeu em uma gráfica panfletos anti-Dilma (tinha o logo da CNBB e a Dona da empresa é irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra). Acabo de saber que também foi Suspensa distribuição de impresso feito pela CUT em favor de Dilma.
MST, Via Campesina e mais 13 movimentos sociais divulgaram uma carta de apoio à candidata petista. “Estamos convictos que uma possível vitória sua [de Serra] significará um retrocesso para os movimentos sociais e populares”, diz o documento. Camarada Anselmo, da Rede Brasil Atual, me avisou da pérola. A história oficial do ET de Varginha: Investigação do Exército conclui que um morador da cidade foi confundido com um ser de outro planeta e documentos explicam a movimentação anormal de militares na região. Matéria da revista IstoÉ.
Venezuela e a Rússia assinaram um acordo nuclear. E na França, greve para o país e falta gasolina. Sabe o goleiro Bruno? 30 horas de visita íntima com a noiva. Ela chegou no sábado e saiu domingo. Será que ele desmaiou? O jornal O Dia do RJ botou na capa de hoje quem era Marina e agora é Dilma ou Serra (na imagem). O psiquiatra José Angelo Gaiarsa, 90 anos, morreu neste sábado de causa desconhecida. Ele teria falecido enquanto dormia, por volta de 5h da manhã. Irreverente, era um dos mais respeitados profissionais do país. Em 54 anos de carreira, publicou mais de 30 livros. Do twitter: Mineiro chileno aos repórteres: "Tive pesadelos naqueles dias. Mas o pior pesadelo são todos vocês”. Que dia do médico que nada, parabéns ao Louro José, 11 anos ganhando a vida com a Ana Maria Braga. Isso, sim, merece comemoração!
Serra, Caô Caô e as propostas na era tuiteira
Tucano, talvez por soberba, resume em 140 caracteres suas propostas, que, analisadas a fundo, mostram despreparo exatamente de quem se orgulha de um passado acadêmico tão belo
É interessante tentar analisar a fundo as propostas do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. É bom analisar a fundo essas promessas exatamente porque elas não têm fundo. São rasas. São propostas que estão de acordo com este momento do mundo em que alguém consegue expressar todo um pensamento em 140 toques.
Não quero, com isso, dizer que Serra tem grande capacidade de síntese. Não tem. Assim como não tem propostas que devam ser levadas a sério. As propostas de Serra são tuiteiras, se resumem a uma, duas linhas: salário mínimo a R$ 600, 13º para beneficiários do Bolsa Família e reajuste de 10% para as aposentadorias.
Estive, nestas eleições, em alguns eventos com a presença do tucano. Não foram raras as ocasiões em que, perguntado sobre como levaria adiante determinada proposta, Serra falou coisas do gênero “Não sei, precisa estudar, analisar, mas dá pra fazer”. Assim, em 52 caracteres, Serra resume seu pensamento.
E, para quem está um cadinho mais atento, entrega seu despreparo. O ex-governador, que tanto se orgulha de seu passado acadêmico, parece não ter estudado o suficiente para ser presidente do país. É esperado que um candidato, ainda mais um que figura entre os favoritos, tenha clareza em suas propostas e possa explicá-las a fundo, inclusive apontando de que forma e com que dinheiro seriam executadas. Serra, não sei se por soberba, não sabe fazê-lo.
Quando recebe uma pergunta desfavorável, sai-se com simplificações demonizantes, como a que ocorreu na última semana, quando acusou o repórter do Valor Econômico – publicação das organizações Globo – de “fazer capa para a propaganda do PT”. Um grunhido de 34 caracteres, emburrecedor do debate, mas que se presta àquilo que deseja o PSDB em uma era em que propostas tuiteiras são aceitas como verdades inteiras.
Agrotóxico genérico
Poderia citar inúmeras aqui e mostrar como nenhuma passa de duas ou três frases. Fico apenas com a última, e sugiro ao leitor que preste atenção daqui por diante nesta característica serrista. No sábado (16), o tucano defendeu suas propostas para a agricultura. Falou que vai criar o “agrotóxico genérico”. Isso mesmo. Ou Serra é desinformado ou aposta na desinformação dos brasileiros. Se bem entendi este grunhido, a ideia é um agrotóxico sem patente. Oras, é evidente que se trata de algo absolutamente impossível para um neoliberal: Monsanto e suas parceiras fabricantes de venenos mandam em boa parte do Congresso, em especial nas bancadas de DEM, PSDB e PMDB. Parece que Serra, de tanto gostar dos remédios genéricos, resolveu adotar as propostas genéricas.
Caô Caô
Com tantas promessas, impossível deixar de lembrar do mítico personagem construído por Bezerra da Silva em “Candidato Caô Caô”. Com sua inigualável simplicidade, Bezerra descreve o candidato que sobe o morro sem gravata, diz que gosta da raça, toma cachaça e até dá um tapinha. Mostrando que é mesmo do povão, vai lá na macumba pedir ajuda e... o tiro sai pela culatra:
A entidade que estava incorporada
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse:
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater
A diferença é que Serra, em vez da macumba, vai à igreja, papa-hóstia e reza o Pai Nosso como nunca. Mas apareceu um padre lá no Ceará que resolveu incorporar a entidade de Bezerra e recusar o uso político da religião. Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB e grunhidor profissional, resumiu em menos de 140 caracteres tratar-se de um “padre petista” que “provoca problemas à igreja”. Só um pouquinho de tanta verdade. Só um grunhido contra a mentira. Como diriam os cariocas, contra o caô. Como diria Serra, contra o trololó.
Último Grunhido
Serra, no último debate do primeiro turno, afirmou em 350 toques que São Luiz do Paraitinga, cidade do interior paulista devastada pelas enchentes, está reconstruída. “De tudo que tinha de mais importante já foi entregue”, resumiu. Estive em São Luiz. Precisei de mais de 350 toques para explicar que a cidade está longe da reconstrução.
João Peres é jornalista e colunista do NR
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