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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Pão com propaganda
por Ricardo Sangiovanni*
Levantou-se preguiçosamente o cidadão na manhã de domingo, e a primeira coisa que ficou sabendo é que a Vent & Lar vende ventilador de teto de acrílico por R$ 115.
E mais que a Castro Embalagens fabrica sacos para lixo em rolo; que o botox, carbocisteína ou selante capilar no centro de beleza e cosméticos Beleza Fashion sai por cem pratas; que a Reclident oferece aparelho dentário, implantes e próteses; e que Mário Soares, do consultório de nutrição, dá 30% de desconto no atendimento com bioimpedância para quem levar o anúncio recortado.
E assim o cidadão que acordou querendo só comer um pão foi obrigado a consumir, goela abaixo, a moqueca de anúncios de varejo que virou o saco de papel em que a padaria agora embala o pão nosso de cada dia.
Pois é, amigos: aqui na Bahia – e, pelo jeito, não só – saco de pão, aquele secular saco amarelo-pardo de pão, está com os dias contados: a padaria aqui perto de casa – aquela mesma de que já lhes falei certa feita - acaba de adotar as fantásticas embalagens da Pãopaganda (“sua publicidade no pão de cada dia!”), que já vai pela segunda edição, desta vez com dez mil exemplares. Dizem eles (eu duvido) que já distribuíram mais de 7 milhões de embalagens de papel nas panificadoras – com as quais (olha a sustentabilidade aí) retiraram 7 milhões de sacolas plásticas de circulação.
Sabem bem meus mais chegados que não sou homem de reagir com muito entusiasmo às maravilhas criativas da publicidade, do marketing, dessas coisas. Portanto, quem quiser discordar, pensar o contrário, abominar-me a condição de chato de uma figa e condenar-me a morrer pobre e cheio de ideologia, mais duro que pão dormido, que fique à vontade. Mas sou da seguinte opinião: acho de uma picaretagem sem tamanho essa história de vender publicidade em saco de pão.
Porque quem vende publicidade em saco de pão vende, a rigor, a alma de sua própria clientela. “Ô Freitas, aqui vêm por dia 5.000 pessoas comprar pão. Quanto você paga por isso?”, pergunta o dono da panificadora ao genial inventor das embalagens publicitosas. “Dou-lhe X por cabeça, Santos, mais as embalagens de graça, negócio fechado?”, retruca-lhe o publicitário. E arremata a padaria, de porteira fechada.
Quem vende publicidade em saco de pão nos vende sem nem nos perguntar se queremos ou não comer propaganda junto com o pão. Esses espertalhões vendem nossa paciência, nossa saúde mental, nossa paz de espírito dominical. Vendem a entrada sorrateira no sagrado espaço de nossos lares, faturam um trocado gordo e sem nos dar nem o direito de escolher, quanto menos o de pagar mais barato pelo pão – pois não seria o justo, já que a publicidade está custeando uma parte da farinha?
É tempo de unirmo-nos, amigos. Unamo-nos nós que damos duro diariamente, porque nós sabemos que ganhar o pão nos custa é muito caro para ainda termos de dar dinheiro a panificadores de segunda, a publicitários de quinta, a anunciantes de última, ao diabo que lhes carregue. Se querem que consumamos publicidade, que nos consultem, que nos paguem, ou que nos dêem um desconto no preço do pão. E mais: que paguem royalties a toda a cadeia milenar em torno do negócio do pão: aos mesopotâmios, por terem-no inventado; a Jesus Cristo, por tê-lo repartido na ceia, e ainda inventado a reza de que hoje a publicidade infame saca seus slognas chinfrins; e principalmente aos braços de quem amassa o pão, de quem o produz diariamente, às fornadas, suando naquele calor infernal há gerações.
Que seja isso ou nada, amigos. Isso ou nada.
E se for nada, não esqueçam que a LigueSite faz sites de 4 páginas por R$ 400 e entrega em três dias. Que a Porto de Biquini dá 10% de desconto e a Dryclean – que é muito mais que uma lavanderia – dá 15%, mais delivery grátis…
*Ricardo Sangiovanni, jornalista, coordena o blog O Purgatório e mantém no NR a coluna Mistério do Planeta. Escreve de Salvador.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
"Açúcar ajuda a manter seu pêso"
Irônico, né? Hoje existe todo um pudor com o excesso alimentar (necessário) - incluindo o de açúcar, sal e afins. No caso do açúcar, vale lembrar que o refinado faz mesmo um mal danado, engorda e provoca hipertensão arterial.O mascavo é uma boa substituição, mais natural.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
“Você suja minha cidade, eu sujo sua cara”
Gosta da lei que proíbe a publicidade desregulada na cidade? Não gosta que os políticos tenham recebido aval para fazer sua publicidade nas ruas durante o período pré-eleitoral? Tem visto cavaletes caídos nas ruas, folhetos entupindo bueiros e faixas, muitas faixas, sujando as calçadas? O site http://sujosuacara.tumblr.com/ tem o lema “Você suja minha cidade, eu sujo sua cara”. Vale uma visita para ver as fotos. Vou passar a andar com um pincel atomico na mochila...Diogo Ruic é jornalista e editor assistente do NR
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Robinho, @ cara do Brasil na Copa
Robinho disse que quer ser “o cara” da Copa. Daqui a um mês saberemos se conseguiu. Mas o que já podemos decretar é que Robinho é a cara do Brasil no Mundial da África do Sul.
É só olhar as publicidades. Carro, comida, eletrônicos, marca esportiva, desodorante... O atacante do Santos vende de tudo.
É, sem dúvida, a figura número 1 em publicidade na seleção brasileira.
Na bola, não é, nem de longe, o jogador mais importante de Dunga. Kaká é rainha do tabuleiro do treinador. Logo vêm Júlio César, Lúcio, Luís Fabiano, Maicon....
Mas Robinho é, com certeza, o mais carismático de todos. Kaká, o astro do time, é certinho demais. Casou virgem, é evangélico e não sabe sambar. Além disso, joga na Espanha e não tem feito gols. O “Rei das Pedaladas” joga ali na Baixada, balança as redes a miúde e dança como um carioca.
Vai bem na frente das câmeras, está sempre sorrindo e fazendo piadinha. Aos 26, aprendeu que o marketing é tão importante na carreira de um jogador como os dribles e gols.
Robinho conseguiu conquistar a confiança de Dunga e se garantir no time antes mesmo de voltar a jogar bem. Aliás, desde a Copa de 2006, quando foi reserva, o camisa 7 do Santos joga menos do que dele se espera. Mas, pelo menos na seleção, não compromete.
No Santos, e com a imensa ajuda de Ganso e Neymar, o atacante recuperou a alegria e o bom futebol. Chega bem para o Mundial e tem a sorte de pegar um grupo sem grandes estrelas. Não vai precisar brigar com ninguém para ser o centro das atenções. Tem tudo para brilhar e voltar para o Brasil na janelinha do avião, tal qual Romário em 1994.
E se der errado, Robinho pode ficar tranquilo. Os responsáveis já estão identificados desde já. Dunga, no primeiro posto, e logo Felipe Melo e Kaká serão as vidraças. O santista só tem que tomar cuidado para não acabar levando uma pedrada de graça. Mas ginga e velocidade ele já mostrou que tem.
O carisma do atacante em vídeo
Aqui, repórteres argentinos, cansados da lei do silêncio imposta por Maradona, foram ao treino da seleção na África do Sul. No final da entrevista, pediram um “saludo” a Robinho. E ganharam um “Qué pasa, boludo. Todo bien?”
Neste, o garoto-propaganda desafia, junto com os meninos da Vila, Beyoncé (que quando veio ao Brasil não viu Puerto Candelária, e deve se arrepender até hoje)
Making off da dancinha
Robinho também faz propaganda de chuteira
Vende TV e celular
E até desodorante (comercial internacional)
Ricardo Viel é jornalista e colunista do Nota de Rodapé
É só olhar as publicidades. Carro, comida, eletrônicos, marca esportiva, desodorante... O atacante do Santos vende de tudo.
É, sem dúvida, a figura número 1 em publicidade na seleção brasileira.
Na bola, não é, nem de longe, o jogador mais importante de Dunga. Kaká é rainha do tabuleiro do treinador. Logo vêm Júlio César, Lúcio, Luís Fabiano, Maicon....
Mas Robinho é, com certeza, o mais carismático de todos. Kaká, o astro do time, é certinho demais. Casou virgem, é evangélico e não sabe sambar. Além disso, joga na Espanha e não tem feito gols. O “Rei das Pedaladas” joga ali na Baixada, balança as redes a miúde e dança como um carioca.
Vai bem na frente das câmeras, está sempre sorrindo e fazendo piadinha. Aos 26, aprendeu que o marketing é tão importante na carreira de um jogador como os dribles e gols.
Robinho conseguiu conquistar a confiança de Dunga e se garantir no time antes mesmo de voltar a jogar bem. Aliás, desde a Copa de 2006, quando foi reserva, o camisa 7 do Santos joga menos do que dele se espera. Mas, pelo menos na seleção, não compromete.
No Santos, e com a imensa ajuda de Ganso e Neymar, o atacante recuperou a alegria e o bom futebol. Chega bem para o Mundial e tem a sorte de pegar um grupo sem grandes estrelas. Não vai precisar brigar com ninguém para ser o centro das atenções. Tem tudo para brilhar e voltar para o Brasil na janelinha do avião, tal qual Romário em 1994.
E se der errado, Robinho pode ficar tranquilo. Os responsáveis já estão identificados desde já. Dunga, no primeiro posto, e logo Felipe Melo e Kaká serão as vidraças. O santista só tem que tomar cuidado para não acabar levando uma pedrada de graça. Mas ginga e velocidade ele já mostrou que tem.
O carisma do atacante em vídeo
Aqui, repórteres argentinos, cansados da lei do silêncio imposta por Maradona, foram ao treino da seleção na África do Sul. No final da entrevista, pediram um “saludo” a Robinho. E ganharam um “Qué pasa, boludo. Todo bien?”
Neste, o garoto-propaganda desafia, junto com os meninos da Vila, Beyoncé (que quando veio ao Brasil não viu Puerto Candelária, e deve se arrepender até hoje)
Making off da dancinha
Robinho também faz propaganda de chuteira
Vende TV e celular
E até desodorante (comercial internacional)
Ricardo Viel é jornalista e colunista do Nota de Rodapé
terça-feira, 9 de março de 2010
Comercial sobre cinto de segurança é exemplo para nossos tupiniquins da criação
Existem formas muito criativas, sensíveis e menos apelativas de causar impacto no telespectador de tevê ou de internet através de comerciais. É o caso, por exemplo, desse vídeo produzido pelo Sussex Sager Roads Website do condado de Sussex, Inglaterra, sobre segurança em rodovias intitulado Embrace Life - Always Wear Your Seat Belt ("Abraçe a vida - use sempre o cinto de segurança" - numa tradução não tão fiel).
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