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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O caso Diego Costa


por Moriti Neto*

Outubro, além de ser o mês das crianças, pode ganhar outra marca: a de um período em que futebol e autoritarismo evidenciam relações. Casos claros disso há diversos, como o do jogador Diego Costa e a polêmica da preferência por defender a Seleção Espanhola e dizer não à Brasileira.

A absurda insinuação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de pretender cassar a nacionalidade brasileira do atleta que se naturalizou espanhol foi mais do que estapafúrdia. Essa manobra expõe as opções político-ideológicas de quem dirige o patrimônio histórico-cultural mundial que é o futebol nacional. E não passa só pelos que gerem o negócio, mas também por quem está à beira do gramado.

Desde o movimento de convocar Diego – numa ação maldosa que apenas pretendia enredá-lo no constrangimento público – até a ameaça de ir ao Ministério da Justiça para pedir a cessação da cidadania do rapaz, os traços nefastos e reacionários se escancaram a partir do presidente da CBF, José Maria Marin, ao técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari.

É sabido, mas convém lembrar. Marin tem fortes laços com o autoritarismo. Apoiador de primeira hora da ditadura militar, ele teve mandato de vice-governador biônico do Estado de São Paulo (o governador era Paulo Maluf, de 1979 a 1982). O apoio era tão escancarado que, como deputado estadual pelo extinto Arena, partido da “base” do regime autoritário, o atual dirigente da CBF declarava que não apreciava a política editorial da TV Cultura, já que a emissora não destacava as obras inauguradas pelo governo dos generais e, com “teor esquerdista”, noticiava a pobreza da população, o que espalharia “intranquilidade”.

Os argumentos constam em discurso dele, feito na Assembleia Legislativa de São Paulo, 16 dias antes de Vladmir Herzog, então diretor de jornalismo da tevê pública, ser assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2º Exército, no dia 24 de outubro de 1975. Exatamente um ano depois da fala que lançou a ferocidade da ditadura de encontro ao jornalista, José Maria Marin, no dia 7 de outubro de 1976, declarava, de novo na Alesp, toda a admiração ao delegado Sérgio Paranhos Fleury.

A postura de deferência ao torturador e assassino que chefiou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS), bem como a incitação à tomada de “providências” contra Herzog, dizem muito a respeito do que é o futebol profissional no País: um ambiente carcomido e que pouco ou nada avançou na construção política pós-ditadura. Nele, vivem e revivem (caso de Marin, que estava esquecido até assumir a CBF) figuras que caminham de mãos dadas com a truculência e o pensamento ditatorial. O aparato afeito ao abrigo de ideias ultraconservadoras inclui o núcleo esportivo-técnico. O discurso xenófobo, pseudonacionalista e raso também sai da boca de Luiz Felipe Scolari, o Felipão. O treinador não só é dado a bravatas ufanistas como é adepto confesso de ditadores sanguinários.

Voltemos novamente no tempo. Para outro outubro. Dessa vez, de 1998. O técnico dava entrevista à rádio Jovem Pan, de São Paulo, e opinava sobre a ditadura chilena (1973-1990), encabeçada por Augusto Pinochet, um dos mais cruéis tiranos da história mundial. Entre outras pérolas, Felipão afirmou que “Pinochet fez muita coisa boa”. E emendou: “Ele pode ter feito uma ou outra retaliaçãozinha aqui e ali. Há determinados momentos que ou o pessoal se ajeita ou a anarquia toma conta.”

Assim segue o Brasil. Uma democracia imperfeita – bastante imperfeita – que deixou, faz quase 30 anos, de viver, na prática, o regime de exceção, mas onde a sombra da ditadura militar (1964-1985) não cessa de lançar na escuridão debates que poderiam ser legítimos, mas que acabam recheados de argumentos obscurantistas que comprometem a essência das discussões.

Resta esperar outro outubro. Quem sabe, na próxima repetição do mês, tenhamos notícias sobre futebol, gestão e política com traços de mais justeza. Alguém já pensou em cassar a cidadania de Marin pelos crimes que cometeu e comete contra a sociedade brasileira?

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Moriti Neto, jornalista, repórter e editor-assistente do NR.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os "indignados" sob o olhar desconfiado de Franco

Os "Indignados" espanhóis querem melhores condições de vida. E desde maio tomam as cidades do país em protesto. Nosso colunista, Ricardo Viel, esteve com eles em Salamanca e conta o que viu na praça principal da cidade.

Dezenas de objetos dos mais diversos tipos, entre eles uma TV, estão expostos no chão, sobre uma lona, mas é por um par de chuteiras um tanto quanto batidas que brilham os olhos já cansados de um senhor.

Ele pergunta ao garoto que cuida dos “produtos” o preço e não entende muito bem quando escuta que eles não estão à venda: “É um mercado de troca, se lhe interessa alguma coisa, traga algo que considere justo e troque pelo calçado”.

15-M: apartidários, desejam despertar a consciência do povo
O senhor retira da cabeça a boina e pergunta se estaria bem a troca. Deixa a Plaza Mayor feliz da vida com as chuteiras debaixo do braço. “Imagino que vai dar de presente ao neto, porque já não deve mais jogar, deve ter mais de 70 anos”, se diverte David Ramos, de 24 anos, um dos acampados na praça central de Salamanca, noroeste da Espanha.

O estudante faz parte do movimento que tomou as ruas de Madri e depois do país todo no mês de maio. Os indignados, como ficaram conhecidos, se levantaram no dia 15 de maio de forma espontânea e pacífica. Depois da capital espanhola, o movimento se espalhou por todo o país e, por fim, ultrapassou as fronteiras.

O 15-M se diz apartidário e tem por objetivo despertar a consciência da população para os desmandos que a corrupção e o mau uso do dinheiro público vêm acarretando – a crise, para ser mais claro.

Os cartazes espalhados pela praça dão ideia do futuro que os indignados esperam. “Todos somos Islândia”, “O presente é de luta, o futuro nós o faremos”, “Nossos sonhos não cabem nas urnas”.

O mercado de troca faz parte das atividades que o 15-M vai desenvolver em Salamanca até domingo, quando levantam acampamento. Na quarta-feira, dia 21, o debate noturno foi sobre a reforma constitucional que colocará o pagamento da dívida como prioridade para a Espanha e impedirá “todas as administrações” de gastar mais do que arrecada.

Trata-se de uma imposição, que veio em forma de conselho, que França e Alemanha (os primos ricos da União Europeia) fizeram a todos os países do bloco. Os congressistas espanhóis foram os primeiros a aprovar a lei. Oposição e governo chegaram a um consenso de que a aprovação da reforma era o único modo de acalmar o mercado (parece que não funcionou muito).

Agora o 15-M tenta mobilizar a sociedade a forçar os políticos a aprovarem um referendo que colocaria nas mãos da população aprovar ou recusar a mudança, que deve representar um corte grande nos gastos sociais.

Os debates na praça seguem uma lógica simples, basta pedir a palavra e falar. As intervenções duram poucos minutos e há de tudo, inclusive quem agarra o microfone e se esquece do que pretendia dizer. A falta de trabalho (o desemprego chega a 20% da população e passa de 40% para os que tentam encontrar um primeiro trabalho), a corrupção e o temor de que o “milagre espanhol” se transforme em um pesadelo são os principais assuntos debatidos.

Mercado: um senhor entrega sua boina em troca de chuteiras
Oito cadeiras vagas, no meio da praça, representam os quatro deputados e quatro senadores da comunidade de Castilla y León que foram convidados a debater (por e-mail e carta, frisa o movimento), mas não compareceram.

Todas as intervenções terminam em aplauso, que varia de intensidade não só pelas palavras ditas, mas também, e principalmente, pela forma como é terminado o discurso.

Gonzalo Martin Pes, de 76 anos, precisa de poucos segundos para ser ovacionado. Sua fala é breve e teatral. “Um dia, um comediante conhecido da maioria de vocês, o genial Cantinflas, me disse: ´Gonzalo, venha, se não tiver comida para você, passaremos fome juntos´. Eu não sou tão fatalista, espero que ninguém passe fome, mas que tenha comida para todos”.

Em privado, Gonzalo me confessa que nunca conheceu Cantinflas e que a frase atribuída ao mexicano foi inventada. De qualquer maneira, o espetáculo na Plaza Mayor é bonito. Atraía muita gente, é respeitoso e democrático. A maioria dos que tomam o microfone são jovens que fazem parte do movimento, mas há de tudo, até os que se colocam contrários (e também são aplaudidos).

O debate termina sem uma conclusão, sem que se tirem propostas concretas. Esse é uma das críticas que se faz ao movimento. É fato, ninguém sabe ao certo até onde (e para onde) o 15-M irá.

“Eu não sou adivinho, não sei onde isso vai parar, mas digo que já fizeram muito”, me diz Gonzalo. Miguel Espigado, de 30 anos, membro do 15-M e um dos mais participativos no debate, está de acordo: “Não sabemos onde vai parar, mas dia 15 de outubro há uma marcha mundial até Bruxelas, para pressionar os governantes da União Europeia. Conseguimos levar mais de 100 mil pessoas a Madri, estaremos em Bruxelas, isso era impensável há poucos meses”.

Os descrentes criticam e dizem que o movimento não chegará a nenhum lugar. Os românticos confiam que a indignação dessa gente pode, sim, fazer uma grande mudança. Mas só o jornal La Gaceta, porta-voz da prefeitura, conseguiu ver o acampamento como um espetáculo que enfeia a cidade.

Minto, há mais alguém na praça que está contrariado com tudo aquilo. É Francisco Franco, que ao lado de figuras como Cervantes e os reis da Espanha, tem sua cara em uma das medalhas colocadas nos arcos da Plaza Mayor. Salamanca foi uma das primeiras cidades a cair na Guerra Civil e foi uma espécie de centro do franquismo durante o conflito.

Diferentemente das demais figuras, a do “general” encontra-se apagada de tanta limpeza. É que vez ou outra alguém resolve por jogar tinta na cara do ditador. Com a presença dos acampados, o risco de receber uma pintura só aumenta. Franco está contrariado com os indignados.

Ricardo Viel, jornalista, colunista do Nota de Rodapé, atualmente em Salamanca, Espanha.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A verdadeira origem do “Armeration” vem de nome de um peixe caribenho

Longe de ser um craque, o lateral-esquerdo Pablo Armero, de 24 anos, caiu nas graças da torcida do Palmeiras e ficou conhecido pelos amantes do futebol no Brasil por conta da comemoração de um gol (que nem por ele foi marcado) há algumas semanas. A fama repentina do colombiano surgiu na partida entre o Palmeiras e o Santos, jogo cheio de gols (4 a 3 para os palmeirenses) e passos.
Os santistas abriram dois gols de vantagem e comemoram seus feitos com danças coreografadas (e previamente ensaiadas). Irritados, os jogadores do time de Palestra Itália, responderam à brincadeira dos rivais com gols e danças, essas sim espontâneas e sem prévia combinação. E foi numa dessas comemorações que Armero, com seu talento, roubou a cena.



A celebração efusiva do lateral palmeirense tomou conta do noticiário (não só o esportivo) e de pronto surgiram várias teorias sobre a origem da coreografia feita pelo jogador.

A referência à singela canção Rebolation, do candidatíssimo ao Grammy latino Parangolé, foi a mais citada, e os vídeos de Armero bailando ao som de “bote a mão na cabeça que vai começar o Rebolation” se reproduziram como gremlins. Surgia o Armeration.



Os saudosos da legítima música popular brasileira foram buscar no século passado outra referência. A poesia do É o Tchan, com a inesquecível canção Segura o Tchan, foi citada como fonte de inspiração de Armero.



Os antenados na indústria norte-americana de entretenimento pediram espaço e compararam a dança de Armero ao gingado de Beyoncé (que não viu Puerto Candelaria), com a necessária observação de que o colombiano requebra melhor do que a estrela pop.



O que pouca gente sabe é que Pablo Armero recorreu a seus antepassados para encantar a torcida palmeirense. A coreografia do colombiano é inspirada no Mapalé (nome também de um peixe), uma dança criada pelos escravos. A história remete aos negros trazidos à região do Caribe colombiano. No final do dia, homens e mulheres se reuniam na praia para limpar os peixes e dançar ao som de seus tambores para espantar o banzo. A coreografia, repleta de saltos, quedas, rebolados e mexidas de ombros, serve como demonstração de força e virilidade (no caso do homem) e sensualidade/fertilidade para as mulheres.



Armero não é propriamente de San Basílio de Palenque, região onde o Mapalé surgiu, mas é muito provável que um ramo da sua família tem passado por aquelas terras. A região de Pelenque foi a primeira zona de resistência dos africanos contra a escravidão na América do Sul (não apenas na Colômbia). Fugidos de seus senhores, os negros se reuniam em áreas livres, chamada de palenques, e se organizavam em sociedades regidas por regras próprias. Parangolé, É o Tchan e Beyoncé que me desculpem, mas Pablo Armero trazia no sangue, há séculos, a coreografia exibida na Vila Belmiro naquele domingo.
Bônus para quem sobreviveu até aqui: Teria Armero se inspirado em Kiko, do Chaves? Você achou original a comemoração de Armero? Então olha isso:



Ricardo Viel é jornalista e colunista do Nota de Rodapé

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

El reportaje 360 y las diferentes caras de un tema

Felipe Lloreda es un joven periodistas colombiano. Atendió amablemente la solucitud de entrevista de Nota de Rodapé con el mensaje “Con mucho gusto”. Director de Nuevos Medios de El País, de Colómbia, en esta charla exclusiva el tema es el Reportaje 360º.¿Reportaje qué? Una explicación: “Es el reportaje en donde graficamente se puede visualizar las diferentes caras de un tema”, cuenta Lloreda. Creado en 2009, el proyecto cumplió su primer año en enero. Los trés reportajes disponibles hasta ahora – la primera, Cali, la ciudad que no duerme, la segunda sobre La hoja sagrada, y la tercera sobre Cali, una industria salsera, son impresionantes. Difícil imaginar cómo será el futuro del periodismo con tantas novedades. La que hacen, merece ser subrayada por la calidad de los audios, videos y texto, y la creatividad y buen gusto. Es la tecnologia en favor del periodismo. O sea, hay que verlo, jugar y descobrir lo que en la mayoria de los paises todavia no se descubrió. Nota de Rodapé presenta esa novedad de los vecinos colombianos. Por Ricardo Viel, Rodrigo Menitto y Thiago Domenici.

NR - Conceptualmente y prácticamente lo que son los reportajes 360 y cómo surgió en su cotidiano. ¿En qué categoría de información podríamos encuadrar lo que ustedes hacen? ¿Periodismo interactivo? ¿Multimedia? ¿O reportaje 360º es una nueva categoría?
Es una forma nueva de informar, desde todos los ángulos. Surge de la necesidad de impactar y de ajustarnos a los usuarios de hoy, quienes estan navegando en sitios donde obtienen una experiencia virtual. Es periodismo interactivo. Es multimedia. Es de todo un poco. Es también una apuesta para lograr mayores visitas al diario tradicional online. La categoria: innovacion periodistica, aprovechando todas las herramientas que existen en la web. Por eso se llama 360. porque graficamente es poder visualizar las diferentes caras de un tema...(360)

NR - ¿Desde cuándo existe el reportaje 360º? ¿Cómo empezó, se basaron en algún proyecto? ¿Hay otros proyectos como él de ustedes en el mundo que conozcan? ¿O dónde se inspiraron para hacerlo?
Nace como proyecto en enero del 2009, a raiz de la necesidad de innovar y tiene como modelo a reporte indigo, un website, estilo revista-virtual espectacular de mexico, que se enfoca en investigar o denunciar tematicas coyunturales primordialmente y presentarlas en formatos digitales innovadores. En el mundo existen los especiales que desarolla el Clarín de Argentina, HBO, Olé, Mediastorm y New York Times...

NR - El concepto de reportaje periodística tradicional presupone volumen de informaciones, profundidad en el tema, apuración, de preferencia, en el local, muchas entrevistas, en algunos casos la vivencia al hacerlo y fotografías relevantes. ¿Como director de Nuevos Medios, como define el tipo de reportaje propuesto por ustedes? ¿En lo qué se diferencia del reportaje periodístico tradicional, además de la utilización e interacción de otros soportes?
El tipo de reportaje es documental aprovechando las herramientas web posibles, donde la forma se convierte en protagonista y el fondo es secundario. Mejordicho, cuando pensamos en la produccion de un contenido, lo planeamos primero desde el punto de vista visual o no necesariamente periodistico....Hay que imaginarse todo. Es hacer documentales con interaccion y participacion.

NR - La calidad estética es especialmente llamativa en el trabajo. Usan muchos efectos sonoros, muchos videos, audios, fotografías. El texto, en el trabajo de reportaje 360º, no le toca un eje central, pero hace parte del conjunto de la obra. ¿Eso es así? ¿Ese tipo de producción es el futuro del periodismo?
Para nosotros es una forma de hacer periodismo interactivo y moderno. No sé si sea el futuro, pero esta enganchando usuários, innovando, impactando y generando muchas opiniones positivas.

NR -
Pensando a largo plazo, ¿a dónde quieren llegar con este trabajo? Porque hacerlo cotidiano y popular depende, sobretodo, de una mayor accesibilidad a Internet en lo que respecta la inclusión digital. ¿Qué piensan al respecto?
Queremos llegar a hacer un reportaje quincenal ya que convertirlo muy cotidiano pierde su especialidad. Además los navegantes se demoran en consumirlo. Lo hacen por espacios, dias , semanas y en el caso de colombia la accesibilidad web ya es la mitad de la poblacion y crece en medidas desmesuradas. Entonces cada dia que pasa, mas gente va a poder ver nuestro especial.

NR -Supongo que el equipo que utilizan no sea algo muy caro que impida que la gran mayoría de los periódicos de América del Sur los tenga. ¿Por qué entonces no existen más proyectos como éstos? ¿Hay resistencia por parte de los periodistas en hacer reportajes como éstas? ¿Y por parte del público en entender este lenguaje?
Los periodistas, ingenieros y disenadores de este proyecto son independientes del impreso. Es un equipo aparte, pero que gradualmente haran empatia. El diario impreso donde la cultura de trabajo, la misma experiencia y lo tradicional fue algun obstaculo que nos freno en algun momento....(estabamos locos!!). Sin embargo todo es un proceso. Ya la redaccion del diario esta mucho mas involucrada a nuestro proyecto y tenemos una plan de integracion con ellos para hacer trabajos en conjunto y aprovechar sinergias......Al público le encanta esto....!!

NR -¿Cuál es la respuestas que ustedes recibieron del público, de otros periodistas y de los anunciantes de estos reportajes? ¿Financieramente ya es para ustedes rentable? ¿Es muy costoso hacer un reportaje de este modo?
Incremento en visitas, usuarios y felicitaciones de los periodistas web de otros medios.Financieramente no es rentable todavia. Apenas empezamos a presupuestar publicidad para el 2010. aunque nunca nació para ser un producto comercial.

NR -¿Cuánto tiempo tardan en hacer un reportaje así, desde la idea hasta su publicación? ¿Cuánta gente está involucrada en ello (trabajan solo con los 360º o también en el periódico impreso u online)?
Tardamos 1 més en hacer todo: pre-producción, producción, edición y test. Sin embargo tenemos un plan de contenidos creativos que no son coyunturales, que vamos trabajando cada uno independientemente. Contamos con un grupo de 1 ingeniero, 3 disenadores web, 3 periodistas, 1 fotografo, 1 editor de multimedia y yo, el director del area. Este grupo trabajaba exclusivamente en el 360. Pero en el 2010 tendremos a todo el grupo de nuevos medios de El País S.A generando reportajes. Somos 19.

NR - ¿Qué es necesario para hacer estos reportajes? ¿Es necesario que los reporteros sufran un grande cambio para comunicarse a través de este lenguaje? ¿Qué es necesario para este reportero para trabajar en este formato?
Son reporteros web, que piensan diferente en otro formato. No llevan grabadoras sino camaras digitales y video camaras, y son guiados todos por el editor multimedia quien conceptualiza casi todo el sitio con sus disenadores. Los periodistas tradicionales normalmente no trabajan en este tipo de informes. Sin embargo en el proceso de integracion estamos entrenando vários. Hoy tenemos 2 periodistas que vienen del impreso.

NR - Las computadoras con capacidad de procesar videos están cada vez más accesibles. ¿Este tipo de lenguaje se tornará cada vez más común?
La mayoria es Flash.....y es muy accesible.

NR - ¿Qué número de visitas tienen y cómo navega el público dentro de la página?
El público lo experimenta navegando. No hay un orden..es de acuerdo a cada navegante y su forma de pensar. Las visitas van entre 250,000 usuários hasta 500,000 dependiendo de la temática.

NR - ¿Ya pensaron en hacer versiones traducidas o con subtítulos de sus trabajos para ganar nuevos públicos? Por ejemplo, en inglés, portugués, entre otros. ¿O incluso esparcir el concepto para otros países?
No. pero me acabas de dar una muy buena idea. Mil gracias!!!
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