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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Avatar e o 3D nosso de cada dia

Junte uma xícara cheia de questões ambientais, mais uma colher de guerra do Iraque com algumas pitadas de Matrix, Alien, O último dos Moicanos, Pocahontas, Guerra nas Estrelas e outros tantos sucessos do cinema e você tem o roteiro do filme Avatar. Bom, como não sou crítico de cinema então não vou me alongar no debate sobre a história do filme e vou me ater ao assunto que realmente entendo.
A grande expectativa com relação a Avatar era para ver os efeitos especiais que James Cameron, o diretor do longa, vinha desenvolvendo há muitos anos. A ideia era integrar atores e animações de uma forma realista para aproveitar as projeções em terceira dimensão (3D).
E parece ter funcionado. Só no primeiro fim de semana o filme faturou mais de US$ 200 milhões nas bilheterias de todo o mundo, o suficiente para praticamente pagar os seus custos de produção. E realmente a integração é sensacional. Mas o efeito mais impressionante para mim foi no fim do filme: tirar os óculos 3D e sentir o efeito de alívio.
Para mim, que nunca usei óculos, foi um esforço muito grande ficar com aquela armação rígida de plástico na cara durante tanto tempo. Foi interessante pela experiência diferente de assistir um filme, mas foi muito incômodo, não quero passar por isso de novo tão cedo.
Mas certamente eu vou estar lá antes do pretendido. As projeções em 3D vieram para ficar. Depois de muitas tentativas a indústria chegou ao ponto em que a 3D não é mais um luxo e sim uma questão de sobrevivência. Com a alta definição e o som de alta qualidade disponível para os consumidores, o cinema perdeu seus diferenciais com relação a tevê. E com o download e o streaming ganhando mais força – de forma legal. Contar com quem gosta da “magia do cinema” rola, mas não é o suficiente para sustentar toda a indústria. E a 3D é fórmula encontrada para manter o fluxo de dinheiro entrando no caixa. Hoje em dia, um filme em 3D fatura uma média de 30% a mais do que uma projeção convencional – os ingressos custam entre R$ 6 e R$ 7 a mais. Por isso, o Brasil deve fechar o ano com mais de 100 salas do tipo. No mundo, elas já chegam a quase 3 mil. O investimento em equipamento para projeção em 3D pode chegar a R$ 600 mil por sala. Para produzir um filme em 3D, o custo pode ser até US$ 15 milhões mais alto, o suficiente para pagar o cachê de uma atriz como a Angelina Jolie.
Foram 15 filmes lançados com a tecnologia este ano. Para 2010 estão programadas tantos outros. Um deles é Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, com o galã Johnny Depp. Certamente eu, você e muita gente estará lá, sofrendo com os óculos na cara, mas se divertindo com essa nova forma de ver cinema.

Gustavo Brigatto é jornalista e cobre a área de tecnologia há 5 anos. Mantém o blogue http://commandcom.worpress.com e é colunista do Nota de Rodapé


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Um comentário:

andreprudente disse...

mineiro, demais seu artigo. no informatica da folha de hj, tv em 3D é a estrela da feira nos est. unidos.
o cinema tem q correr mto.

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