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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os perigos mortais dos celulares

O alarido na imprensa sobre a reclassificação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) do risco dos telefones celulares causarem câncer no cérebro foi mal explicado. Um artigo na Scientific American on line explica que houve apenas uma reclassificação burocrática do risco. Ele agora é considerado "possivel", na medida em que não é mais considerado "impossivel".

Não chegou ainda à categoria do "provavel", pois não existem dados epidemiológicos a respeito. Isso quer dizer que as suposições de que o celular podem causar câncer são ainda "inadequadas". Nem mesmo a possibilidade desse risco foi provada para fornos de microondas, televisão, radares e rádio foi considerada satisfatória.

Levantamentos dos dez últimos anos na Europa de usuários de celulares não apontou nenhuma evidência de aumento de câncer cerebral. E, finalmente, enquanto a radiação UV para quem toma muito banho de sol com certeza é cancerígena, a radiação eletromagnética do celular não tem energia suficiente para romper ligações moleculares de substâncias orgânicas nem do DNA.

Com relação aos celulares, na verdade, o alerta deveria ser para os comprovados efeitos fatais. Por exemplo, falar ao celular no trânsito tem uma letalidade provável semelhante a dirigir com mais de três doses de uísque. Ai não é especulação: as estatísticas do trânsito são claras.

E finalmente, outra notícia que não ganhou destaque: uma pesquisa na Turquia mostrou que 3/4 dos celulares carregam bactérias perigosas. E eles estão sempre nas mãos de usuários que nem sempre se preocupam muito com a higiene. A pesquisa foi feita num hospital turco, examinando celulares de internados, médicos, enfermeiras e visitantes. Muitas das bactérias encontradas nesses celulares são resistentes a antibióticos.

Flávio de Carvalho Serpa, jornalista, especial para o Nota de Rodapé

Um comentário:

Andy Lima disse...

Dúvido que mesmo que se fosse algo bem certo, que usar celular fosse fatal isso iria diminuir o uso do aparelho, ninguém vive mais sem celular hoje em dia!

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