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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O riso

Aquele riso foi o canto célebre
Da primeira estrela, em vão.
Milagre de primavera intacta
No sepulcro de neve
Rosa aberta ao vento, breve
Muito breve...

Não, aquele riso foi o canto célebre
Alta melodia imóvel
Gorjeio de fonte núbil
Apenas brotada, na treva...
Fonte de lábios (hora
Extremamente mágica do silêncio das aves).

Oh, música entre pétalas
Não afugentes meu amor!
Mistério maior é o sono
Se de súbito não se ouve o riso na noite.

Vinícius de Moraes

2 comentários:

J. C David disse...

Muito bom, grande Vinícius...Tenho amigos que o adoram, eu particularmente "apenas" gosto, e claro, respeito bastante.

Não é nenhum Zé Limeira, mas tem lá sua qualidade...(risos).

Thiago Domenici disse...

É difícil não gostar do que é bom. E esse é dos melhores. Zé Limeira eu não conheco, me apresente. hehehe.

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