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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Corinthians: 23 anos em 7 segundos

Thiago Barbieri que concedeu esta entrevista ao Blog Rodapé é jornalista desde 2002 com passagens por Rádio Eldorado, Rádio BandNews FM, Rádio USP, Canal RIT Notícias e Rádio Bandeirantes, onde atualmente ocupa a função de editor do Jornal Primeira Hora. Thiago é o autor do livro 23 anos em 7 segundos, que faz parte do box especial que inclue o documentário de mesmo nome de Di Moretti e Julio Xavier. Heitor Paixão foi o editor do livro e Julia Grassetti fez a arte gráfica que conta a história do fim do jejum corintiano em 1977 com o famoso gol de Basílio. Barbieri, já adianto, será mais um colunista - para breve - do Blog Rodapé. Reforço e tanto!

O que vai ler o corintiano ou interessado que adquirir o livro?
O livro conta mais que a história do fim do jejum de títulos do Corinthians, fala do sentimento que o time provoca em milhões de pessoas. Ao escrever o livro tentei aproximar o torcedor do ambiente mágico que o envolve numa partida de futebol, mostrar os bastidores de um jogo, as reações da arquibancada e o clima de vestiários. Espero que o amante do futebol, mesmo quem não é corinthiano, goste da leitura.

O que o livro traz a mais que o documentário? Como foi feito?
O livro e o documentário são complementares. O filme nasceu primeiro e o roteiro inspirou boa parte da narração, mas o livro tem uma linguagem específica, que mexe com o imaginário do leitor, os detalhes são mais explorados. Apesar de ter como base a história do documentário, tive a liberdade de contar experiências pessoais como torcedor e usar outros personagens que não estão no vídeo.

Você é jornalista e corintiano. Qual a sua emoção ao escrever um livro que fala de data tão importante para a história do time?
Realmente o título de 1977 ficou muito marcado para todos os corinthianos. Não há um torcedor sequer que não conheça a história do jejum. Mesmo tendo nascido depois da quebra do tabu, eu lembro de histórias que meu tio me contava sobre o sofrimento que os corinthianos viveram. Para mim foi uma honra fazer parte deste projeto.

Quem você entrevistou para o livro? Como é que foi? O que disseram?
Muitos depoimentos que estão no livro foram tirados do próprio documentário, mas alguns corinthianos ilustres, como o Marcelo Duarte e o Pedro Luis Ronco, e outros tantos anônimos enriqueceram a história. Alguns torcedores contaram fatos marcantes daquela época nas arquibancadas do Pacaembu, durante o intervalo de jogos que assisti. Mas como o tempo para entregar o livro era curto não pude me aprofundar muito nas entrevistas.

O livro é uma edição especial?
Sim, é um projeto inovador, que resgata a memória do torcedor brasileiro. O livro é comercializado em um box especial, junto com o documentário. São cinco mil exemplares, numerados, na primeira edição. Não sei se haverá novos exemplares.

Ser corintiano é?
Como disse no livro, ser corinthiano é indescritível, é mais do que torcer para um time de futebol. Quem é corinthiano sabe exatamente o que isso significa e não precisa explicar para outro corinthiano. Quem não é corinthiano nunca vai saber...


3 comentários:

Vanessa disse...

Mesmo não sendo corinthiana, tenho vontade de ler o livro por conta do autor. =D

Sheila disse...

Parabens ao jornalista (Barba, rs), pelo projeto. Realmente, mesmo sem ler corinthiana, parece ser uma leitura fascinante.

Guilherme Ablas disse...

Parabéns Barba!!!!Mesmo não sendo corinthiano comprarei e lerei o livro. Óbviamente, depois de ler não vou guardar. Darei de presente ao meu irmão que, assim como tú, torce pra esse timinho aí!
Grande Abraço

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