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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Concurso pra acabar com a sacanagem coletiva?

Você conecta sua webcam e é direcionado a conversar com outro internauta, em qualquer parte do mundo, de maneira aleatória. Não gostou da cara do sujeito: “next” nele e você será direcionado para outra pessoa. Sem rastros, é muito provável que você nunca mais veja aquele ser humano. Esse é o site de bate-papo aleatório por vídeo Chatroulette, que virou febre nos EUA e em parte da Europa. Poucos meses depois do lançamento, mais de 50 mil acessos por dia ultrapassando, algumas vezes, 1 milhão - uma audiência considerável.
Fora a questão de como a sociedade se reflete em suas técnicas e ferramentas, levando à popularização um site que prioriza a relação descartável e de aparências, sua graça para adeptos é justamente se conectar com anônimos sem expor sua real identidade – e, convenhamos, isso tem lá sua graça.
Até aí nada de novo. Pesquisas indicam que o site é dividido em 3 públicos: homens (imensa maioria), mulheres e pervertidos. E é o último grupo que está dando problema. Mais de 10% dos usuários do site são homens “pervertidos”, numa verdadeira exposição de membros, masturbação e obscenidades. Mas apesar de grande (sem trocadilhos) este movimento não representa a maioria dos usuários e tem incomodado os outros usuários, tanto que a publicação Business Insider lançou um concurso em março, o Solve Chatroulette's Penis Problem And Help It Make Billions And Billions Contest (numa tradução livre Resolva o Problema de Pênis do ChatRoulette e Ajude a Fazer Bilhões e Bilhões de Debates). A proposta era eleger a melhor ideia para acabar com o “problema do pênis” no site. Dá pra ver a sugestão vencedora aqui. (em inglês).

Diogo Ruic é jornalista e editor assistente do Nota de Rodapé

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