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30 de Julho de 1929, jovens velejadoras no porto de Deauville, França (Getty Images)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Se foi mesmo você, Bradley, obrigado

Em abril postei "Guerra sem sentido: um lançador de foguetes, na verdade, uma teleobjetiva", vídeo que mostra a bárbarie do exército dos EUA contra civis metralhados no Iraque em 2007, numa praça de Bagdá, entre eles, um fotógrafo da Reuters Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e o motorista dele, Saeed Chmagh, de 40 anos. Além deles, mais 10 pessoas morreram. O vídeo, obviamente, foi vazado por alguém que merece o meu respeito. Uma denúncia com imagens da realidade da guerra estúpida. No último dia 9, no entanto, um soldado americano foi preso por suspeita de ter fornecido o vídeo ao site de denúncias WikiLeaks. O nome dele é Bradley Manning, de 22 anos, um analista militar. O site afirma ter obtido o vídeo de uma fonte militar. Bom, me parece normal. Só mesmo alguém de dentro e com acesso para fornecer o vídeo. As explicações do exército, vejam vocês, ignoram os fatos registrados com desculpas e criticas lastimáveis. Primeiro, afirmaram que a câmera do fotógrafo foi confundida pela tripulação do helicóptero Apache com um lança-granadas. Oras, se não existe certeza do que está fazendo, não faça. Certo? São vidas e não um videogame. É basicamente dizer que "matou por precaução". No caso do suspeito Bradley, preso no Kuwait, resta aplaudir sua atitude, caso se confirme a autoria, e torcer para que não seja punido, afinal, fez um bem em revelar o ocorrido mesmo que tenha quebrado um código de segurança. Ao secretário de Defesa dos EUA Robert Gates que criticou o site WikiLeaks por divulgar as imagens "sem contexto" fica a dúvida: de que contexto ele está falando?

Um comentário:

Maíra disse...

Quero deixar aqui o meu agradecimento ou ao Bradley (se foi ele mesmo) ou a quem teve a força e a indignação capaz de romper as barreiras e denunciar a anti-humanidade.

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